Líder do tráfico da Costa Verde morre em operação da Polícia Civil

Policiais civis da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Capital (DRE-CAP) neutralizaram, nesta quarta-feira (4/2), o principal líder do tráfico de drogas em Angra dos Reis e Paraty, Pablo Miguel Rodrigues Ferreira, conhecido como “Bigode”, durante uma operação no Morro do Glória, em Paraty, na Costa Verde fluminense.

Segundo a Polícia Civil, o narcotraficante reagiu à ação policial e entrou em confronto armado com as equipes. Além de comandar a venda de entorpecentes na região, ele era investigado por incitar ataques contra agentes de segurança pública e por envolvimento direto no homicídio de um policial civil, ocorrido em setembro do ano passado, em Angra dos Reis.

Durante a operação, três integrantes da organização criminosa foram presos, e os agentes apreenderam uma arma de fogo, drogas e anabolizantes.

Investigação e atuação criminosa

A ação desta quarta-feira foi resultado de uma investigação que apurou a tentativa de homicídio contra um policial militar, registrada em 17 de junho de 2025, em frente à residência da vítima. Na ocasião, criminosos armados efetuaram disparos e fugiram após reação do agente. O veículo utilizado no ataque foi posteriormente incendiado, numa tentativa de eliminar provas.

As apurações da DRE-CAP comprovaram a atuação estruturada do grupo criminoso no tráfico de drogas na Costa Verde, com ligações diretas com áreas dominadas por facções criminosas na capital, especialmente no Complexo do Alemão, além do envolvimento em diversos crimes violentos.

De acordo com a Polícia Civil, durante a operação, os agentes foram atacados por criminosos armados, que optaram pelo confronto. A atuação policial ocorreu de forma legal, técnica e planejada, com reação necessária para preservar a vida dos agentes e garantir a segurança da população. O líder da facção morreu durante o confronto.

Organização criminosa

As investigações identificaram que a organização atuava de forma hierarquizada, com divisão de funções voltadas tanto ao tráfico de drogas quanto à prática de crimes violentos contra agentes do Estado. O grupo realizava monitoramento de guarnições policiais, prestava apoio logístico às ações criminosas e auxiliava na fuga de envolvidos.

A análise de aparelhos celulares apreendidos permitiu identificar integrantes responsáveis pelo fornecimento do veículo usado no atentado, pela movimentação financeira para custear ações criminosas, pelo repasse de informações estratégicas e pela coordenação logística envolvendo armas, drogas e deslocamento de criminosos para áreas conflagradas do estado.

Com informações de assessoria

Wagner Sales – editor de conteúdo

Foto: Divulgação

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