Líderes assinam Declaração de Belém sobre Fome e Ação Climática

Durante a Cúpula do Clima de Belém, realizada nesta sexta-feira (7/11), líderes de 43 países e da União Europeia assinaram a “Declaração de Belém sobre Fome, Pobreza e Ação Climática Centrada nas Pessoas”. O documento, endossado por 44 partes, destaca que os efeitos das mudanças climáticas já impactam fortemente a população mundial, em especial as comunidades mais vulneráveis.
Segundo o texto, a mudança do clima, a degradação ambiental e a perda da biodiversidade agravam a fome, a pobreza e a insegurança alimentar, dificultam o acesso à água, comprometem indicadores de saúde e aumentam a mortalidade. Além disso, esses fenômenos aprofundam desigualdades e ameaçam meios de subsistência, atingindo de forma desproporcional pessoas em situação de vulnerabilidade.
Prioridade para adaptação e resiliência humana
Diante desse cenário, a Declaração de Belém recomenda que os países mantenham investimentos em mitigação climática, mas priorizem ações de adaptação, especialmente aquelas centradas nas pessoas. Entre as medidas sugeridas estão o fortalecimento da proteção social, seguros-safra e iniciativas que promovam a resiliência das populações mais afetadas.
O documento também destaca a importância de direcionar o financiamento climático para projetos que gerem empregos, oportunidades e renda para agricultores familiares, comunidades tradicionais e povos da floresta. Esses investimentos devem apoiar uma transição energética justa, promovendo desenvolvimento sustentável e inclusão social.
Metas mensuráveis e acompanhamento internacional
Para monitorar o avanço dos países signatários, a Declaração de Belém estabelece oito objetivos mensuráveis nas áreas de mitigação, adaptação e financiamento climático. Entre as metas está o aumento anual de 2% na proteção social e a ampliação da capacidade nacional de prever e avaliar vulnerabilidades climáticas de curto e longo prazo.
O documento foi apresentado durante a sessão de encerramento da Cúpula do Clima de Belém, em um momento estratégico para a agenda global. A assinatura ocorreu quatro dias após a primeira reunião da Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza, realizada em Doha, no Catar — uma iniciativa proposta pelo Brasil durante sua presidência do G20 em 2024.
Com informações de Agência Gov
Wagner Sales – editor de conteúdo
Foto: Aline Massuca/COP30
