Lula na ONU: “Genocídio” em Gaza e crítica à “cumplicidade” de países

Em seu discurso na ONU, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu ênfase especial aos conflitos globais, renovando suas críticas aos ataques de Israel contra a população palestina, que ele classificou novamente como genocídio. Lula alertou para o risco real de “desaparição da população palestina” e acusou países de “cumplicidade” por não agirem para encerrar o conflito.

Lula reiterou que, embora os atentados do Hamas em 2023 sejam indefensáveis, “nada, absolutamente nada, justifica o genocídio em curso em Gaza”. Ele afirmou que a matança em massa de civis está enterrando não só milhares de mulheres e crianças, mas também o Direito Internacional Humanitário e “o mito da superioridade ética do Ocidente”. O presidente criticou o uso da fome como arma de guerra por Israel e expressou admiração aos judeus que se opõem à punição coletiva.

Defendendo a solução de dois Estados, Lula apontou que essa proposta é apoiada por mais de 150 nações da ONU, mas “obstruída por um único veto”. Ele também lamentou que o presidente palestino tenha sido barrado de participar da Assembleia-Geral pelo país anfitrião.

O presidente brasileiro também criticou a ingerência externa na América Latina, fazendo menção, sem citar nomes, à pressão de Donald Trump sobre a Venezuela. Lula classificou a equiparação entre criminalidade e terrorismo como preocupante e condenou o uso de “força letal” em situações que não são conflitos armados, o que “equivale a executar pessoas sem julgamento”.

Lula encerrou seu discurso citando a urgência de soluções pacíficas para outros conflitos, como o do Haiti e o da Ucrânia, e pediu o fim do bloqueio a Cuba, que “é inadmissível que seja listada como país que patrocina o terrorismo”. Ele sugeriu que iniciativas como o “Grupo de Amigos da Paz”, formado por China e Brasil, podem contribuir para o diálogo.

Com informações de Agência Gov

Wagner Sales – editor de conteúdo

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