Minha menina


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Por: Jorge Eduardo Magalhães
– Eu pensei que ele a visse como uma filha, pois quando se casou comigo, ela tinha apenas dois anos de idade. Sempre muito próximo, achei que era um amor paternal. Como fui cega, ingênua. Vivi durante anos com um canalha, que não respeitou nem a enteada, que conheceu praticamente bebê.
Sei que ela é ingênua, tem apenas quinze anos. Certamente, ainda não se entregou a ele, continua pura e intacta. Tenho certeza de que, quando chegarem ao local onde seria o lar deles, antes de se consumar o fato, minha menina se arrependerá e me ligará de volta, dizendo, “Mamãe, desculpe. Sei que errei. Vem aqui me buscar”.
Nunca mais quero saber daquele pervertido. Irei buscar minha menina e lhe darei um abraço bem apertado. Quando ela foi embora, joguei todas as suas coisas fora, mas peguei tudo do lixo de volta. Sei que ela não se entregou e nem se entregará a ele. O quarto dela está intacto a esperando.
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