Moraes manda prender militares “kids pretos” por trama golpista

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prisão definitiva de seis militares das forças especiais do Exército, conhecidos como “kids pretos”, e de um agente da Polícia Federal condenados por participação na trama golpista investigada após as eleições de 2022.
Os réus fazem parte do chamado Núcleo 3 da acusação, que investigou a elaboração de ações táticas para sequestrar e assassinar autoridades durante o período de transição de governo.
Segundo a denúncia, o grupo teria planejado ataques contra o próprio ministro Alexandre de Moraes, contra o então vice-presidente eleito Geraldo Alckmin e contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Prisões após fim dos recursos
A execução das penas foi determinada após o trânsito em julgado do processo, quando não há mais possibilidade de recursos na Justiça.
No mês passado, a Primeira Turma do STF rejeitou os últimos recursos apresentados pelas defesas dos réus.
Com a publicação do acórdão do julgamento nesta semana, Moraes determinou o início imediato do cumprimento das penas, com a expedição dos mandados de prisão.
Investigação sobre tentativa de golpe
A investigação conduzida pelo STF apontou que os acusados integravam um núcleo responsável por planejar ações operacionais para viabilizar um golpe de Estado, no contexto das tensões políticas após o resultado das eleições presidenciais de 2022.
Os militares das forças especiais conhecidos como “kids pretos” são integrantes de unidades de elite do Exército brasileiro, treinados para missões de alta complexidade.
De acordo com a acusação, o grupo discutiu estratégias para neutralizar autoridades e provocar instabilidade institucional, com o objetivo de impedir a posse do presidente eleito.
Confira as penas dos réus:
- Hélio Ferreira Lima – tenente-coronel: 24 anos de prisão;
- Rafael Martins de Oliveira – tenente-coronel: 21 anos de prisão;
- Rodrigo Bezerra de Azevedo – tenente-coronel: 21 anos de prisão;
- Wladimir Matos Soares – policial federal: 21 anos de prisão;
- Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros – tenente-coronel: 17 anos de prisão;
- Bernardo Romão Correa Netto – coronel: 17 anos de prisão;
- Fabrício Moreira de Bastos – coronel: 16 anos de prisão
Com informações de Ag. Brasil
Wagner Sales – editor de conteúdo
Foto Nelson Jr. / SCO / STF
