MPF investiga PF por possível vazamento na Operação Zargun

O Ministério Público Federal (MPF) abriu, nesta sexta-feira (5), um Procedimento Investigatório Criminal (PIC) para apurar a possível participação de agentes da Polícia Federal no vazamento de informações sigilosas da Operação Zargun. A investigação ocorre após a prisão do presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar, durante a Operação Unha e Carne, que apura exatamente esses vazamentos.

O PIC foi instaurado pelo coordenador do Núcleo de Controle Externo da Atividade Policial no Rio de Janeiro, Eduardo Benones. O objetivo é esclarecer indícios de que policiais federais possam ter cometido crimes como obstrução da justiça, previsto na Lei nº 15.245/2025, e violação de segredo profissional, tipificada pelo Código Penal, além de outras possíveis irregularidades que venham a ser identificadas.

Segundo o MPF, o nível de sigilo exigido em operações policiais desse porte indica que o vazamento teria ocorrido internamente na Polícia Federal, independentemente de quem tenha repassado as informações posteriormente ou de sua motivação. O documento também destaca sinais de possível reincidência de vazamentos praticados por integrantes da PF, com base em episódios anteriores já analisados pelo Ministério Público.

Como primeira medida, o MPF enviou ofício à Superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro requisitando cópia dos autos de prisão de Rodrigo Bacellar e de Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias, detidos no âmbito da Operação Zargun.

Entenda o caso

Na quarta-feira (3), o deputado estadual e presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, foi preso preventivamente durante a Operação Unha e Carne, que investiga o repasse de informações sigilosas sobre a Operação Zargun. Ele é suspeito de avisar o ex-deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva (TH Joias) sobre a expedição de um mandado de prisão preventiva.

Diante desses fatos, o MPF considerou necessária a abertura do procedimento para apurar a eventual participação de policiais federais nos vazamentos e nas ilegalidades relacionadas à operação.

Com informações de assessoria

Wagner Sales – editor de conteúdo

Foto: Divulgação

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