MPRJ Consegue Condenação de 53 Anos por Homicídio de Grávida em Macaé

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio do Grupo de Atuação Especial do Tribunal do Júri (GAEJURI/MPRJ), obteve uma condenação histórica no Tribunal do Júri de Macaé. Priscila Torquato da Silva foi sentenciada a 53 anos de prisão em regime fechado por crimes hediondos: o homicídio qualificado de Pâmela Ferreira Andrade Martins, que estava grávida de oito meses, o assassinato de seu bebê, e o crime de subtração de incapaz.

O crime brutal ocorreu em março de 2021, quando Priscila atraiu Pâmela à sua casa na comunidade Nova Holanda. Com extrema crueldade, a ré usou uma arma branca para dilacerar o abdômen da vítima, ainda viva, para roubar o bebê. Priscila mentiu a familiares e amigos que estava grávida e planejava apresentar a criança como seu próprio filho.

Sustentação e Atuação do GAEJURI/MPRJ

A sustentação no plenário foi conduzida pelos promotores de Justiça Bruno Bezerra e Matheus Rezende, do GAEJURI, com o apoio do promotor André Luiz Miranda. Durante o julgamento, o MPRJ destacou a brutalidade do crime e o impacto devastador na família. O filho de Pâmela, de apenas dois anos na época, presenciou a cena e ainda sofre graves consequências psicológicas, necessitando de acompanhamento especializado.

A coordenadora do GAEJURI/MPRJ, Simone Sibilio, afirmou que a sentença reforça o papel do Ministério Público na defesa da vida. Mesmo com a defesa buscando atenuantes, como a confissão da ré, o GAEJURI atuou firmemente para garantir a responsabilização total, oferecendo uma resposta à altura da crueldade do crime.

O Conselho de Sentença acolheu integralmente o pedido do MPRJ, reconhecendo que o crime foi cometido com meio cruel, por motivo torpe e com recurso que dificultou a defesa da vítima. A condenação de Priscila Torquato da Silva a 53 anos de prisão representa um marco na luta por justiça em casos de extrema violência.

Com informações de assessoria

Wagner Sales – editor de conteúdo

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