MPRJ denuncia 12 por lavagem de R$ 120 milhões de golpes em Campos

O Núcleo de Combate a Crimes Cibernéticos do Ministério Público do Rio de Janeiro (CyberGAECO/MPRJ) apresentou denúncia contra 12 pessoas envolvidas em um esquema de lavagem de dinheiro em Campos dos Goytacazes. O grupo é acusado de movimentar mais de R$ 120 milhões provenientes de fraudes digitais, como clonagem de cartões e sites falsos de vendas online.

A investigação aponta que a estrutura criminosa era gerida majoritariamente por membros de uma mesma família, que utilizavam estratégias complexas para ocultar a origem ilícita dos recursos.

 

Estrutura do Grupo e Divisão de Tarefas

A denúncia detalha como os envolvidos se organizavam para dar aparência lícita ao dinheiro:

  • Núcleo Familiar e Gestão: Marllon Narcizo Faria, Daniel Narcizo Faria, João Victor Fernandes de Azevedo, Cristiano Benevides Vasconcellos, Alan de Azevedo Faria e Werk de Azevedo Faria.
  • Ponto de Ligação: Werk de Azevedo Faria e a empresa WD Reciclagem Ltda conectavam o núcleo familiar a outros operadores do esquema.
  • Operadores e “Laranjas”: * Luiz Felipe Pessanha Aprigio: Apontado como braço direito de Marllon e principal “laranja”.
    • Carolina Medeiro: Movimentou R$ 15 milhões entre 2019 e 2022. Em apenas um mês, transacionou R$ 6 milhões, apesar de declarar renda de apenas R$ 4 mil.
    • Jenipher Costa, Matheus Pinto e Dhonatan Santos: Cediam nomes para registro de bens e repassavam valores para o grupo principal.

 

Modus Operandi: Ocultação e Dissimulação

Para evitar o rastreamento pelas autoridades financeiras, a organização adotava as seguintes táticas:

  1. Fracionamento de Transações: Realização de múltiplos depósitos de valores menores para não disparar alertas automáticos.
  2. Uso de Empresas de Fachada: Utilização de CNPJs (como a WD Reciclagem) para justificar a circulação de capitais.
  3. Laranjas e Bens: Registro de propriedades e veículos em nome de terceiros (Jenipher, Matheus e Dhonatan), enquanto o usufruto permanecia com os líderes.

Destaque da Investigação: A discrepância entre a renda declarada (R$ 4 mil) e a movimentação bancária mensal (R$ 6 milhões) de alguns denunciados foi um dos pilares para a construção da prova de lavagem de dinheiro.

Resumo das Acusações

CategoriaDetalhes
Total MovimentadoR$ 120 milhões.
Principais CrimesEstelionato, Lavagem de Dinheiro e Organização Criminosa.
LocalizaçãoCampos dos Goytacazes, RJ.
Órgão DenuncianteCyberGAECO / MPRJ.

Com informações de assessoria

Wagner Sales – editor de conteúdo

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