Museu Nacional Reabre Temporariamente para Visitação Após Incêndio

O Museu Nacional (MN) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) anunciou sua reabertura temporária para visitação, a primeira desde o incêndio de 2018. O anúncio, feito na segunda-feira (30/6), contou com a presença do Ministro da Educação, Camilo Santana.

Entre Gigantes”: Restauro e Tesouros em Exibição

A abertura ao público começou nesta quarta-feira (2/7), com a programação especial “Entre Gigantes – uma Experiência no Museu Nacional”. Os visitantes poderão acessar três ambientes internos do Museu, no Paço de São Cristóvão, observando os avanços no processo de restauro do Palácio. Entre os destaques, estão o imponente meteorito Bendegó e o esqueleto de uma baleia cachalote de 15,7 metros, afixado na claraboia do edifício. Obras do artista visual Gustavo Caboco também fazem parte da exposição.

A exposição, que tem entrada gratuita, ficará aberta ao público por dois meses. Ela é apresentada pelo Museu Nacional e pelos parceiros do projeto Museu Nacional Vive, uma cooperação técnica entre a UFRJ, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e o Instituto Cultural Vale.

Reconstrução Acelerada e Futuro do Museu

O trabalho de reconstrução do Museu Nacional avança em etapas, com acompanhamento de perto do Ministro Camilo Santana. O MEC já repassou R$ 50,6 milhões para a reconstrução em 2023 e 2024. A intenção do Governo Federal, sob orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é envolver parceiros estatais e privados, garantir recursos no menor prazo possível e finalizar as obras para visitação pública até 2026. O ministro mencionou a expectativa de participação e apoio da Petrobras.

“Este é um espaço educacional e científico que vai gerar oportunidades para os brasileiros e para a população do Rio de Janeiro. Vamos entregar esse importante patrimônio ao povo brasileiro”, afirmou Santana.

Juntamente com a restauração, novos sistemas de segurança estão sendo implementados no prédio, como chuveiros automáticos (sprinklers) e outras medidas exigidas pelas normas de proteção, visando evitar futuros incêndios ou danos.

A vice-diretora do MN, Andrea Costa, ressaltou a importância da instituição: “O Museu Nacional vai muito além deste grande palácio histórico, com estas exposições. É a primeira instituição de pesquisa do país. Desde sua criação, é também uma instituição de ensino e extensão universitária. A comunidade do Museu trabalhou muito ao longo destes anos de reconstrução e tem resistido e se envolvido com a alma para a gente reabrir, para a gente continuar as nossas atividades”.

 

Com informações de agência Gov.

Wagner Sales – editor de conteúdo

Foto: Diogo Vasconcellos (MN/UFRJ)

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