Natal da Sereia


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Por: Jorge Eduardo Magalhães
Na pista, era conhecida como Sereia. Naquela quente madrugada do dia 23 de dezembro, ainda não havia faturado o suficiente para conseguir comprar todos os presentes de seus familiares, que sua mãe costumava convidar para a tradicional festa familiar em sua casa.
Sua mãe não falava claramente; mas, fingindo não saber qual atividade exercia, aceitava de bom grado e seu dinheiro e, quando chegava o final do ano, pressionava para comprar presentes aos familiares, dando a entender que seria um cala-boca aos parentes, uma forma de aceitação.
Todos os anos, questionava-se do porquê aturava aquilo, pois era melhor alugar uma vaga em uma tenebrosa pensão junto com colegas de ofício, do que aturar os comentários ferinos de sua genitora e os olhares atravessados e os comentários disfarçados dos familiares, durante a Ceia de Natal, que só amenizavam quando eram distribuídos os presentes.
Aquele seria o último ano, dizia Sereia para seu “eu”. Um carro do ano para bem na sua frente, abre o vidro, era um cliente que queria inversão de papéis, pagava bem. Não gostava daquilo, quase recusou. Pensou nos presentes dos familiares e entrou no carro, rumo a um hotel barato das redondezas.
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