Por: Jorge Eduardo Magalhães
Na data e horário marcados, compareci à Delegacia. O depoimento foi mantido no mais completo sigilo para evitar que a mídia tradicional descobrisse minha verdadeira identidade. Mesmo assim, entrei na Delegacia preocupado com a possibilidade de alguma informação ter vazado.
Sentei-me diante do delegado, e Cardoso acompanhou o depoimento a meu pedido. Estava tenso. Não sei o motivo, mas tive a impressão de que, a qualquer momento, poderiam perguntar sobre o paradeiro de minha esposa. Seria preciso mentir com bastante convicção.
O depoimento foi mais tranquilo do que imaginava; juro que pensei que tentariam fazer com que eu confessasse a autoria dos assassinatos ou que fosse cúmplice do assassino, pois não havia como afirmar que todo aquele relato do Anjo Epistolar era fictício, tendo em vista que foi constatado que Ed realmente era o matador das ruivas.
Apenas foi-me perguntado desde quando recebia as mensagens e se conhecia o seu autor. Respondi a todas a perguntas com bastante tranquilidade, e me coloquei-me ao dispor para colaborar com a polícia, mostrando os e-mails recebidos do Anjo Epistolar.
Meu comparecimento à delegacia durou cerca de uma hora, até que fui liberado e o delegado agradeceu a minha colaboração.
Posteriormente, soube que a polícia não conseguiu rastrear o computador de onde eram enviados os e-mails (nem entendo disso, para ser sincero), pois seriam enviados por diversos lugares.
NÃO PERCAM O CAPÍTULO DE AMANHÃ.
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Cada vez mais misterioso! Muito legal!