ONU Acolhe Conferência para Solução de Dois Estados: Israel-Palestina

Nesta segunda e terça-feira (28 e 29 de julho), as Nações Unidas (ONU) sediam a Conferência Internacional de Alto Nível sobre a Solução Pacífica da Questão da Palestina e a Implementação da Solução de Dois Estados. Em Nova Iorque, o secretário-geral da ONU, António Guterres, defendeu a ocasião como uma oportunidade rara e indispensável para o avanço da paz.
Brasil Presente e Visão da ONU para a Paz
O Brasil é o único país de língua portuguesa representado em nível ministerial na reunião da Assembleia Geral, com a presença do chanceler Mauro Vieira. Guterres destacou o potencial do evento para servir como um catalisador para o progresso irreversível, visando o fim da ocupação e a concretização da aspiração compartilhada por uma solução viável de dois Estados.
O chefe da ONU reafirmou que a solução de dois Estados, um israelense e outro palestino, continua sendo a única estrutura enraizada no direito internacional, endossada pela Assembleia Geral e apoiada pela comunidade internacional. Ele detalhou o plano de Israel e Palestina vivendo lado a lado em paz e segurança, dentro de fronteiras seguras e reconhecidas, com base nas fronteiras pré-1967 e com Jerusalém como capital de ambos os Estados, conforme o direito internacional, as resoluções da ONU e outros acordos relevantes.
Caminho Crível para uma Paz Justa e Urgência do Conflito
Guterres enfatizou a visão de dois Estados independentes, contíguos, democráticos e soberanos, reconhecidos por todos e totalmente integrados à comunidade internacional, como a única via “crível para uma paz justa e duradoura entre israelenses e palestinos”. Para o chefe da ONU, essa é a condição essencial para a paz em todo o Oriente Médio.
Durante o evento, organizado pela França e pela Arábia Saudita, Guterres lamentou que o conflito continue ceifando vidas, destruindo futuros e desestabilizando a região e o mundo. No entanto, ele afirmou que a continuação do conflito não é infalível e que ele pode ser resolvido. Para isso, é preciso vontade política, liderança corajosa e a consciência de que a solução de dois Estados está “mais distante do que nunca”. A conferência de dois dias havia sido adiada em junho.
Com informações de ONU News
Wagner Sales – editor de conteúdo
Foto:
