Operação Cassandra Combate Tráfico Internacional de Pessoas

O Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal (PF), em uma ação conjunta com autoridades policiais da Irlanda, deflagraram nesta quarta-feira (3/9) a Operação Cassandra para desarticular uma grande rede de tráfico de pessoas e lavagem de dinheiro. O grupo, que operava desde 2017, aliciava brasileiras com falsas promessas de emprego e as levava a diversos países para exploração sexual. As investigações estimam que a organização faturava cerca de R$ 5 milhões por ano.
Mandados de Prisão e Bloqueio de Bens
Foram cumpridos cinco mandados de prisão em Santa Catarina e na Irlanda contra o líder da organização e seus principais integrantes. A Justiça Federal autorizou as prisões para impedir a continuidade dos crimes e a intimidação das vítimas. Além disso, 13 brasileiros tiveram medidas cautelares aplicadas, como a proibição de deixar o país e a entrega de passaportes.
A operação também cumpre 30 mandados de busca e apreensão em residências e empresas de fachada usadas pelo grupo para lavar o dinheiro do crime. A Justiça determinou o bloqueio de carros, imóveis, contas bancárias e criptoativos dos investigados. Os mandados são cumpridos em diversos estados brasileiros, além da Irlanda.
Vítimas e Esquema de Exploração
As investigações revelaram que, nos últimos oito anos, pelo menos 69 mulheres brasileiras foram vítimas e exploradas em 14 países. As vítimas eram atraídas com a promessa de uma vida melhor, mas tinham os vistos obtidos com documentos e propostas de emprego falsificados.
A rede criminosa controlava toda a operação, desde a oferta de serviços sexuais na internet até o agendamento de programas. Os lucros, que chegavam a R$ 700 mil por mês, eram lavados através de empresas de fachada, compra de bens e investimentos em criptoativos para dar aparência de legalidade. O grupo é investigado por crimes como tráfico internacional de pessoas, lavagem de dinheiro, organização criminosa e rufianismo.
Com informações de assessoria
Wagner Sales – editor de conteúdo
Foto: Gil Ferreira/Agência CNJ (Foto meramente ilustrativa)
