Operação Espoliador prende 417 no RJ, diz Polícia Civil

O Governo do Estado do Rio de Janeiro realizou, nesta terça-feira (24/02), mais uma fase da Operação Espoliador, coordenada pela Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, com o objetivo de prender integrantes de quadrilhas envolvidas em roubos, latrocínios e receptação. Até o momento, 417 pessoas foram presas em todo o estado.

A ofensiva mobiliza equipes das delegacias vinculadas aos Departamentos-Gerais de Polícia da Capital (DGPC), da Baixada (DGPB), do Interior (DGPI), Especializada (DGPE) e de Homicídios e Proteção à Pessoa (DGHPP), em uma atuação integrada contra o crime organizado.

O governador Cláudio Castro afirmou que a operação será intensificada. Segundo ele, a primeira fase, realizada no ano passado, já havia alcançado resultados expressivos no combate às quadrilhas especializadas em crimes contra o patrimônio.

As investigações identificaram criminosos de alta periculosidade com atuação em roubos de veículos, cargas, residências e estabelecimentos comerciais. Com base nos inquéritos policiais, a Justiça expediu mandados de prisão contra os investigados. A corporação também apurou que narcotraficantes que atuam em comunidades estariam entre os mentores de parte dos crimes, fornecendo suporte logístico e armamento.

O foco desta etapa é atingir toda a cadeia criminosa, incluindo líderes, executores, colaboradores e receptadores. Entre os presos está um assaltante que atuava principalmente em São Gonçalo e possuía 11 anotações criminais e quatro mandados de prisão em aberto.

Policiais da 35ª DP (Campo Grande) também prenderam dois suspeitos de integrar uma milícia com atuação em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Um deles tinha 14 anotações criminais e dois mandados em aberto. Outro investigado, com 17 registros criminais, foi capturado na região da Taquara, na zona oeste da capital.

Em março do ano passado, a Operação Espoliador resultou na prisão de 610 pessoas em um único dia — considerada a maior ação da história da Polícia Civil do Rio em número de presos.

O secretário de Estado de Polícia Civil, delegado Felipe Curi, destacou que uma das facções investigadas é responsável por cerca de 80% dos roubos de veículos e 90% dos roubos de carga na capital e na Região Metropolitana. Segundo ele, as organizações ampliam os lucros ao emprestar armas e oferecer apoio logístico para diferentes modalidades de crime.

A operação reforça a estratégia do governo estadual de enfrentamento ao crime organizado e de repressão às quadrilhas que atuam contra o patrimônio no Rio de Janeiro.

Com informações de assessoria

Wagner Sales – editor de conteúdo

Foto Divulgação

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