Operação Firewall prende grupo que ocultava mandados da Justiça no RJ

O Governo do Estado do Rio de Janeiro, por meio da Polícia Civil, deflagrou na manhã desta quinta-feira (18/12) a Operação Firewall, voltada ao combate de um esquema criminoso de invasão a sistemas oficiais da Justiça para ocultar mandados de prisão e outras medidas judiciais. A ação tem como alvo uma quadrilha ligada ao Comando Vermelho, com atuação no Rio de Janeiro e em Minas Gerais. Até o momento, três pessoas foram presas, além do cumprimento de mandados de busca e apreensão.

Segundo o governador Cláudio Castro, o Estado não permitirá o uso da tecnologia pelo crime organizado para burlar o sistema judicial. Ele destacou que a Polícia Civil atua com inteligência, rigor investigativo e integração para identificar e responsabilizar criminosos que tentam favorecer facções por meio de crimes cibernéticos.

As investigações tiveram início em julho deste ano, após a identificação de anúncios em redes sociais oferecendo a retirada de mandados de prisão do sistema do Tribunal de Justiça mediante pagamento de R$ 3 mil. As ofertas faziam referência direta ao Comando Vermelho e eram direcionadas a integrantes da facção.

De acordo com a apuração, os criminosos acessavam ilegalmente o Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP) utilizando VPNs e credenciais furtadas de servidores da Justiça. Como não era possível excluir os mandados, o grupo alterava dados estratégicos, impedindo que as ordens judiciais fossem localizadas em consultas oficiais.

Na prática, os mandados continuavam válidos, mas “desapareciam” do sistema quando o nome correto era pesquisado, criando a falsa impressão de inexistência de pendências judiciais. A investigação também revelou que os criminosos ameaçavam os próprios clientes, afirmando que, em caso de não pagamento, novos mandados poderiam ser inseridos contra eles.

Para desarticular o esquema, a Polícia Civil identificou os responsáveis pelos anúncios e passou a rastrear o fluxo financeiro. A apuração apontou que a namorada de um dos investigados cedia a própria conta bancária para movimentar os valores ilícitos, o que levou à identificação de ligações financeiras com criminosos de Minas Gerais.

Até o momento, não há indícios de envolvimento de servidores públicos. Segundo a Polícia Civil, os acessos ocorreram por meio de roubo de login e senha, caracterizando os servidores como vítimas do crime.

Como verificar possível clonagem de certificado digital. Autoridades, advogados e cidadãos podem verificar se possuem certificados digitais clonados acessando o site meucertificado.iti.gov.br, com login GOV.BR. Na plataforma, é possível consultar todos os certificados emitidos para o CPF. Caso exista algum não solicitado, há indício de uso indevido.

Com informações de assessoria

Wagner Sales – editor de conteúdo

Foto: Divulgação

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