Operação “Pax Stadium” mira criminosos em torcidas organizadas do Rio

A Polícia Civil do Rio de Janeiro, por meio da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco), deflagrou nesta quinta-feira (18/09) a “Operação Pax Stadium”. A ação teve como alvo integrantes de torcidas organizadas envolvidos na prática de crimes violentos.
Foram cumpridos 39 mandados de busca e apreensão em diversos endereços, incluindo as sedes das principais torcidas do Rio.
Resultados da Operação
- Duas prisões em flagrante foram efetuadas: um criminoso por confronto com os agentes e outro, identificado como Carlos Soares da Silva, por posse ilegal de arma de fogo.
- Dois fuzis e munições foram apreendidos.
- Um criminoso foi neutralizado durante o confronto com os policiais.
A investigação, que contou com apoio do Batalhão Especializado de Policiamento em Eventos (Bepe), visa desarticular indivíduos que usam o manto de torcedores para cometer roubos e homicídios. O foco da operação não é combater as torcidas organizadas legalmente constituídas, mas sim as organizações criminosas inseridas nelas.
Aumento da Violência
Os criminosos investigados utilizam redes sociais para combinar confrontos violentos, que têm se agravado com feridos e mortes.
O cenário de violência foi reforçado por dois homicídios ocorridos em 48 horas na semana anterior:
- O vascaíno Rodrigo José da Silva Santana, de 36 anos, foi baleado na cabeça em Oswaldo Cruz, antes do clássico Botafogo x Vasco.
- Mateus Casemiro dos Santos, integrante de uma organizada do Olaria, foi morto em briga perto do Estádio Nilton Santos.
Ambos os casos estão sob investigação da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC). Refletindo a gravidade da situação, o Juizado Especial do Torcedor suspendeu a Torcida Jovem do Flamengo (TJF) de qualquer evento esportivo no país por dois anos.
Com informações de assessoria / O Dia
Wagner Sales – editor de conteúdo
Foto: Divulgação
