Paes reforça papel das cidades na ação climática

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, participou, nesta quarta-feira (5/11), da sessão de encerramento do Fórum de Líderes Locais da COP30, evento que reuniu centenas de prefeitos, governadores e autoridades regionais no Museu de Arte Moderna (MAM) e no Vivo Rio, entre os dias 3 e 5 de novembro. O encontro registrou mais de mil participantes por dia e consolidou o protagonismo das cidades na agenda climática global.
Paes dividiu a plenária “COP30 Local Climate Action Summit: Climate Partnership in Practice – Brazil Blueprint” com a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, o governador do Pará, Helder Barbalho, e Dan Ioschpe, High-Level Champion da COP30.
Cidades na linha de frente da transformação
Em seu discurso, Eduardo Paes ressaltou a importância das cidades e dos governos locais na implementação de políticas ambientais e no enfrentamento da emergência climática.
“Vivemos nesses três dias o que os prefeitos e os governos regionais vêm afirmando há muito tempo: a capacidade de entrega das cidades e dos governos locais para fazer as transformações necessárias. O grande debate foi como transformamos poesia em verba. O Sul Global precisa de recursos. As cidades têm enorme capacidade de implementar políticas, e é o que temos buscado fazer no Rio nos últimos anos”, afirmou o prefeito.
Paes lembrou que o município já estabeleceu metas climáticas claras, alinhadas ao compromisso global de redução de emissões e à transição para uma economia de baixo carbono.
Declaração dos Líderes Locais é entregue à COP30
O encerramento do Fórum foi marcado pela entrega da Declaração dos Líderes Locais à COP30, uma mensagem conjunta de mais de 14 mil líderes locais aos governos nacionais e à Conferência das Nações Unidas sobre o Clima, que começa nesta quinta-feira (6/11), em Belém (PA).
A Declaração reafirma o papel essencial dos governos subnacionais na implementação do Acordo de Paris e estabelece três compromissos centrais:
- Apoiar os países na execução de suas metas climáticas (NDCs e planos de adaptação), fortalecendo a colaboração multinível e contribuindo para uma transição justa e resiliente;
- Mobilizar financiamento climático local, com portfólio de mais de 2.500 projetos transformadores e financiáveis, priorizando o acesso do Sul Global a recursos de mitigação e adaptação;
- Ampliar a cooperação entre níveis de governo, tornando o processo da COP um espaço efetivo de implementação e responsabilização.
A carta destaca que os governos locais já lideram ações concretas, como planos de transição energética, adaptação climática e realização de “COPs locais”, com potencial para reduzir até 37% da lacuna global de emissões.
“É uma honra participar deste momento decisivo para a história da humanidade numa situação de emergência climática. Precisamos de um verdadeiro mutirão global para implementar o que já foi decidido ao longo dos últimos 30 anos”, afirmou Marina Silva, explicando que o termo “mutirão” simboliza a união de esforços coletivos em prol do planeta.
Paes também participa da Cúpula do Earthshot Prize
Após o encerramento do Fórum, Eduardo Paes participou de um painel na Cúpula do Prêmio Earthshot Prize, evento criado pelo príncipe William, realizado no Armazém 3 do Píer Mauá. A cerimônia oficial ocorre nesta quarta-feira (5/11), no Museu do Amanhã, e marca a primeira edição da premiação na América Latina.
“O Rio tem um histórico de receber grandes eventos — Rio-92, Rio+20, G20, Brics. No Sul Global é onde as pessoas mais sofrem, e o Rio quer ser um exemplo do que pode ser feito. Queremos inspirar os países ricos a agir de forma solidária com o planeta”, afirmou Paes.
O Earthshot Prize reconhece iniciativas ambientais inovadoras em cinco categorias. Cada um dos cinco vencedores receberá 1 milhão de libras para ampliar suas soluções. Nesta edição, dois projetos brasileiros estão entre os 15 finalistas.
Com informações de assessoria
Wagner Sales – editor de conteúdo
Foto: Fábio Motta / Prefeitura do Rio
