PF prende ex-presidente do Rioprevidência na Operação Barco de Papel

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (3/2), a segunda fase da Operação Barco de Papel, que apura a prática de crimes contra o sistema financeiro relacionados à gestão de recursos de uma instituição previdenciária.
Durante a ação, foram cumpridos três mandados de prisão temporária e nove mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados nos estados do Rio de Janeiro e de Santa Catarina. As ordens judiciais foram expedidas pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, com base em indícios de obstrução das investigações e tentativa de ocultação de provas.
A operação contou com o apoio da Delegacia Especial da Polícia Federal no Aeroporto Internacional de Guarulhos (DEAIN) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF). O principal alvo da investigação, Deivis Marcon Antunes, ex-presidente do Rioprevidência, foi preso em Itatiaia, no Sul Fluminense, após ser abordado em um veículo alugado.
De acordo com as investigações, Deivis é suspeito de integrar um esquema de operações financeiras irregulares envolvendo o patrimônio do Rioprevidência — autarquia responsável pela gestão de aposentadorias e pensões dos servidores públicos do Estado do Rio de Janeiro — e o Banco Master, que foi liquidado extrajudicialmente após apurações sobre fraudes.
Após a prisão, Deivis Marcon Antunes foi encaminhado à Delegacia da Polícia Federal em Volta Redonda e, posteriormente, transferido para a Superintendência da PF no Rio de Janeiro, onde prestaria depoimento. Concluídos os procedimentos de polícia judiciária, ele será encaminhado ao sistema prisional do estado, permanecendo à disposição da Justiça.
Os outros dois alvos da operação, que também tiveram mandados de prisão expedidos, ainda não foram localizados e são considerados foragidos.
Com informações de assessoria
Wagner Sales – editor de conteúdo
Foto: Rioprevidência / Divulgação
