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A indústria paulista, que registrou a maior influência e o segundo maior crescimento no mês (2,4%), voltou a crescer após dois meses de resultados negativos, período em que acumulou perda de 5,6%. Foto: Suframa / Agência IBGE.

PIM aponta crescimento da produção industrial brasileira em 12 meses.

A produção industrial brasileira cresceu 2,9% segunda a variação acumulada em 12 meses completados em janeiro.  O indicador da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), do IBGE, apurou ainda que não houve variação de dezembro janeiro – depois de três meses seguidos de alta mensal –, mas que na comparação sazonal, com janeiro do ano passado, a alta foi média de 1,4%, sendo que houve crescimento em metade dos 18 estados pesquisados.

Oito dos 15 locais investigados pela Pesquisa Indústria Mensal (PIM) regional avançaram na passagem de dezembro para janeiro. A expansão mais acentuada foi registrada pelo Ceará (7,9%), seguido por São Paulo (2,4%), principal influência positiva no índice geral. Por outro lado, Pernambuco apresentou a maior queda (-22,3%) e principal influência negativa entre os locais pesquisados. No acumulado em 12 meses, a indústria variou 2,9%, com taxas positivas em 16 locais. Os dados foram divulgados hoje (18) pelo IBGE.

“Esta variação nula interrompe uma sequência de três meses de queda na indústria nacional, obtendo uma perda acumulada de 1,2% no período. No período de janeiro, temos concessões de férias coletivas, além de algumas paradas para manutenção de várias plantas industriais em diversos locais, o que reduz o ritmo de produção. Outro fator é com relação à conjuntura macroeconômica, já que temos um aumento dos juros para conter a inflação, o que diminui as linhas de crédito, tanto no lado da oferta, quanto no da demanda”, explica Bernardo Almeida, analista da PIM Regional.

Ceará

Com o maior crescimento absoluto e a quarta maior influência sobre o resultado nacional, o Ceará registrou expansão após dois meses de resultados negativos, acumulando uma perda de 9,5%. “Este resultado elimina parte da perda de novembro e dezembro, influenciado pelos setores de alimentos, derivados do petróleo e de produtos têxteis”, comenta o analista da pesquisa.

Já a indústria paulista, que registrou a maior influência e o segundo maior crescimento no mês (2,4%), voltou a crescer após dois meses de resultados negativos, período em que acumulou perda de 5,6%. “Os setores que mais influenciaram positivamente este comportamento foram o de produtos químicos, de borracha e material plástico, máquinas e equipamentos e de alimentos”, detalha Bernardo Almeida. Este resultado coloca São Paulo num patamar 0,5% acima do nível pré-pandemia, estabelecido em fevereiro de 2020, e 22,0% abaixo do patamar mais alto, registrado em março de 2011.

Outros destaques positivos em termos de influência vieram das indústrias do Rio de Janeiro (2,3%), na segunda colocação, e Minas Gerais (0,8%) na terceira.

Entre os sete locais que recuaram, Pernambuco (-22,3%) teve a queda mais acentuada e a maior influência negativa, resultado que vem após dois meses de avanço, com acúmulo de 5,7%. “Este é o recuo mais intenso no estado desde o início da série histórica, devido às férias coletivas e fatores macroeconômicos, assim como impactos nos setores de derivados do petróleo, metalurgia e alimentos”, destacou Almeida.

Outros destaques negativos vieram do Pará (-3,9%), segundo colocado em termos de influência, e Espírito Santo (-2,6%), que ficou em terceiro lugar em influência.

Indústria cresce em 9 dos 18 locais pesquisados

A produção industrial do país cresceu 1,4% na comparação com janeiro do ano passado, com avanço em nove dos 18 locais analisados pela PIM Regional. Santa Catarina (8,6%) e Rio Grande do Sul (8,1%) registraram as maiores variações.

Santa Catarina apresenta o maior crescimento e a segunda maior influência nesta comparação. “Este crescimento consiste no bom desempenho do setor de alimentos, principalmente no aumento da produção de carnes e miudezas de aves congeladas, além de embutidos e outras preparações de suínos e de aves. Outro grande impacto foi no setor de máquinas e equipamentos, com aumento na produção de válvulas, torneiras, registros, além de bombas centrífugas”, apontou o pesquisador. Das 14 atividades pesquisadas da indústria catarinense, 13 apresentaram crescimento.

Já o Rio Grande do Sul obteve a maior influência e o segundo maior crescimento em termos absolutos. O analista destacou o “bom desempenho de derivados do petróleo, com aumento na produção de óleo diesel e gasolina automotiva, além do crescimento no setor de veículos automotores, com aumento na produção de autopeças, automóveis, além de reboques e semirreboques”. Na indústria gaúcha, das 14 atividades pesquisadas, 11 registraram expansão.

Os demais locais que cresceram nessa comparação foram Bahia (4,3%), Pará (0,9%), Mato Grosso (0,9%), Paraná (0,7%), São Paulo (0,5%), Goiás (0,2%) e Ceará (0,1%). Por outro lado, Pernambuco (-15,6%), Rio Grande do Norte (-15,4%) e Maranhão (-11,4%) assinalaram recuos de dois dígitos e os mais elevados nesse mês.

Bernardo Almeida explicou os fatores para a queda acima dos dois dígitos nos três estados da Região Nordeste. “Em Pernambuco, onde tivemos a maior queda em termos absolutos e de influência, houve queda do setor de derivados do petróleo e na produção de óleos combustíveis. No Rio Grande do Norte, quarta maior influência, também se registrou recuo no setor de derivados de petróleo, com queda na produção de gasolina automotiva. Por último, no Maranhão, sexto lugar em termos de influência, o recuo deve-se à queda no setor de celulose, papel e produtos de papel, com diminuição na produção de pasta de celulose”, explicou o analista da PIM Regional.

 

Com informações de Agência Gov.

Wagner Sales – Editor de conteúdo

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