Polícia Civil mira tráfico internacional em operação no RJ e SP

Policiais civis da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, por meio da 126ª Delegacia de Polícia (Cabo Frio), deflagraram nesta sexta-feira (13) uma operação contra um esquema de tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro.

Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços nas cidades de Cabo Frio e Itaperuna, no Rio de Janeiro, além da região portuária do São Paulo, nos municípios de Santos e São Vicente. Durante a ação, os agentes apreenderam uma arma de fogo, documentos e dispositivos eletrônicos.

Suspeito ligado ao tráfico internacional de cocaína

Segundo as investigações, o principal alvo da operação estaria ligado ao tráfico internacional de cocaína proveniente da Bolívia, utilizando aviões particulares para transportar drogas de forma clandestina.

Para ocultar a origem do dinheiro obtido com o narcotráfico, o investigado teria criado uma empresa de fachada registrada em nome da ex-companheira, usada para movimentação financeira e lavagem de recursos ilícitos.

Investigação começou com suspeita sobre armas

As investigações começaram em 2025, quando um dos investigados, que possuía registro como atirador desportivo, teve o certificado cancelado.

Mesmo após a perda da autorização, ele não teria regularizado a destinação das armas dentro do prazo legal, o que deu origem à apuração por posse irregular de armamento de uso restrito.

A partir desse ponto, os agentes da 126ª DP passaram a analisar movimentações financeiras suspeitas, identificando valores incompatíveis com a renda declarada do investigado.

Movimentações financeiras suspeitas

Durante as diligências, os policiais constataram que o homem não possuía vínculos formais de trabalho nem participação regular em atividades empresariais, apesar de movimentar quantias expressivas.

Também foi descoberto que o investigado utilizava dois números de CPF, sendo um verdadeiro e outro clandestino, posteriormente cancelado.

As investigações apontaram ainda transferências bancárias realizadas por traficantes de outros estados. Em 2022, um líder do tráfico da Bahia teria enviado R$ 26,5 mil ao investigado. Já em 2023, outra transferência de R$ 30 mil foi identificada, atribuída a um narcotraficante do mesmo estado.

De acordo com a polícia, os valores seriam pagamentos relacionados à comercialização de entorpecentes.

Suspeita de ligação com facção criminosa

A investigação também identificou indícios de ligação do investigado com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

O suspeito residia em um bairro nobre de Cabo Frio e mantinha fortes vínculos com a rede de distribuição de drogas, segundo a Polícia Civil.

Bloqueio de bens e medidas cautelares

Além do cumprimento dos mandados de busca e apreensão, a Justiça determinou bloqueio de bens e valores de investigados e empresas ligadas ao grupo, no limite de até R$ 500 mil por pessoa.

Também foi autorizado o sequestro de imóveis e veículos supostamente utilizados na atividade criminosa.

Outras medidas cautelares incluem:

  • entrega de passaportes no prazo de 48 horas
  • proibição de mudança de endereço sem autorização judicial
  • comparecimento periódico em juízo para justificar atividades

Objetivo da operação

De acordo com a Polícia Civil, a operação busca reunir novas provas, aprofundar a investigação financeira e desarticular o esquema de movimentação de recursos do narcotráfico.

A apuração segue em andamento para identificar outros integrantes da organização criminosa e possíveis ramificações do grupo em diferentes estados do país.

Com informações de assessoria

Wagner Sales – editor de conteúdo

Foto Divulgação

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