Polícia prende líder do “Povo de Israel” por golpes de falso sequestro

Policiais civis da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, lotados na 38ª DP (Brás de Pina), prenderam nessa terça-feira (03/03) um dos principais líderes da organização criminosa conhecida como “Povo de Israel”, grupo investigado por aplicar golpes e extorsões por meio de falsos sequestros.

O criminoso Marcio Cea de Paiva, conhecido como “Kinca”, foi localizado enquanto participava de um churrasco em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. Ele possuía dois mandados de prisão em aberto por roubo e vinha sendo monitorado pelos agentes da distrital.

Kinca também era um dos alvos da Megaoperação Espoliador, deflagrada no fim de fevereiro contra suspeitos de crimes como roubo, latrocínio e receptação em todo o estado do Rio de Janeiro.

Investigação e prisão

A prisão foi resultado de trabalho de inteligência e investigação policial. A partir do cruzamento de dados, análise de informações e levantamentos de campo, os agentes descobriram que o criminoso estaria em um imóvel participando de um churrasco em São João de Meriti.

Durante a ação policial, os agentes constataram que outro homem presente no local também possuía mandado de prisão pendente. Além disso, cinco pessoas foram flagradas com celulares roubados.

Ao todo, sete indivíduos foram conduzidos à delegacia. Cinco deles foram autuados em flagrante por receptação, enquanto os dois suspeitos tiveram os mandados de prisão cumpridos.

Liderança em golpes de falso sequestro

As investigações apontam que Kinca exerce função de liderança na organização criminosa “Povo de Israel”, sendo considerado o terceiro homem na hierarquia da quadrilha.

O grupo é conhecido por atuar principalmente em golpes e extorsões por telefone, incluindo o chamado golpe do falso sequestro, prática em que criminosos simulam o sequestro de familiares para exigir transferências de dinheiro das vítimas. Segundo a polícia, esse tipo de crime movimenta milhões de reais.

Histórico criminal

De acordo com a Polícia Civil, o preso possui extenso histórico criminal, com registros por roubo de carga, receptação, estelionato e diversos mandados de prisão cumpridos ao longo dos anos.

Ele também ganhou notoriedade por envolvimento na onda de ataques violentos registrada em novembro de 2010, ocorrida após a instalação de forças policiais permanentes em comunidades do Rio de Janeiro. Na ocasião, foi preso e, devido à alta periculosidade, chegou a ser transferido para um presídio federal fora do estado.

A investigação segue em andamento para identificar outros integrantes da quadrilha especializada em golpes de falso sequestro no Rio de Janeiro.

Com informações de assessoria

Wagner Sales – editor de conteúdo

Foto Divulgação

WhatsApp