Polícia prende suspeito por fabricar álcool gel irregular em SP

Um homem de 51 anos foi preso durante uma operação da Polícia Civil de São Paulo que desmantelou um esquema milionário de fabricação irregular de álcool gel 70% na zona sul de São Paulo.
Durante a ação, os agentes apreenderam cerca de 27 mil litros de etanol armazenados de forma clandestina, além de materiais utilizados na falsificação de produtos.
Esquema usava empresas de fachada
Segundo a investigação, o suspeito utilizava três empresas de fachada para produzir e comercializar álcool gel sem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária.
Os produtos eram falsificados e vendidos em nome de uma empresa regularizada, localizada em Piracicaba, no interior paulista.
Produção clandestina e armazenamento irregular
Na sede de uma das empresas, no bairro de Cidade Dutra, os policiais encontraram rótulos falsificados e identificaram o processo de fabricação irregular.
No local, também foi descoberto um tanque subterrâneo com 27 mil litros de etanol, armazenado em condições precárias e fora das normas de segurança.
Operação investiga esquema milionário
A operação foi conduzida pela 6ª Central Especializada de Repressão a Crimes e Ocorrências Diversas (Cerco), que cumpriu quatro mandados de busca e apreensão.
Além do principal suspeito, o filho dele e uma mulher apontada como sócia de uma das empresas também são investigados.
Durante as diligências, foram apreendidos:
- seis celulares;
- um pen-drive;
- materiais para falsificação, como rótulos, tampas e embalagens.
Investigação apura uso de metanol
A polícia também investiga a possível venda de metanol para produção irregular de bebidas alcoólicas comercializadas em adegas da região.
Em uma das ações, uma mulher foi detida com arma de fogo e moedas estrangeiras sem procedência, sendo liberada após pagamento de fiança.
Esquema pode movimentar milhões
De acordo com o delegado Lawrence Luiz Ribeiro, as empresas envolvidas operavam há cerca de 10 anos.
“Vamos analisar os documentos apreendidos, mas há indícios de que o esquema movimentou valores milionários”, afirmou.
O caso foi registrado como falsificação de produtos medicinais e segue sob investigação na Delegacia Seccional de Santo Amaro.
Com informações de Ag. SP
Wagner Sales – editor de conteúdo
Foto; Divulgação
