Prefeitura do Rio inaugura nova sede da CIVITAS e triplica vigilância

A CIVITAS Rio — Central de Inteligência, Vigilância e Tecnologia em Apoio à Segurança Pública — inaugurou nesta terça-feira (13/1) sua nova sede, com uma moderna sala de situação instalada no Centro de Operações e Resiliência (COR-Rio). A ampliação representa um salto operacional e tecnológico, triplicando a capacidade de vigilância da cidade e fortalecendo o desenvolvimento de soluções próprias para apoio às investigações criminais.

Com a expansão, o número de agentes e especialistas dedicados à análise de dados passou de 38 para 110 profissionais. Os novos equipamentos ocupam praticamente um andar inteiro do COR-Rio, consolidando a CIVITAS como uma das centrais municipais de inteligência mais modernas do país.

Durante a inauguração, o prefeito Eduardo Paes destacou o papel do município no apoio à segurança pública. Segundo ele, embora a responsabilidade constitucional seja do governo estadual, a Prefeitura pode contribuir com políticas de ordem pública, ações da Guarda Municipal, combate a construções irregulares e, agora, com o uso intensivo de tecnologia por meio da CIVITAS. “Num mundo em que a tecnologia serve para praticamente tudo, é inaceitável que ela não seja usada para apoiar a segurança pública”, afirmou.

O orçamento anual da Central de Inteligência saltou de R$ 16 milhões para R$ 180 milhões, permitindo a ampliação física da estrutura, o reforço das equipes e o avanço da infraestrutura tecnológica. Para o vice-prefeito Eduardo Cavaliere, a CIVITAS segue o caminho iniciado pelo COR-Rio, que se tornou referência nacional em monitoramento urbano, com a expectativa de liderar a vigilância inteligente de cidades nos próximos anos.

Criada em junho de 2024, a CIVITAS começou com cerca de 30 agentes operacionais e hoje conta com 92 profissionais dedicados exclusivamente à análise de imagens. A equipe é formada majoritariamente por guardas municipais readaptados, além de cientistas de dados, físicos, matemáticos, analistas e programadores que atuam no Laboratório de Tecnologia e Dados. O laboratório mais que dobrou de tamanho, passando de oito para 18 profissionais, responsáveis por desenvolver soluções tecnológicas, modelos analíticos e estudos de padrões criminais.

Atualmente, a CIVITAS Rio opera mais de 10 mil equipamentos de monitoramento, entre câmeras, supercâmeras inteligentes e radares. Somente no último ano, foram instaladas 3 mil supercâmeras voltadas à vigilância urbana e ao apoio às investigações. A meta é alcançar seis mil supercâmeras próprias até o fim de 2026, ampliando a capacidade de leitura de cenas, geração de alertas em tempo real e identificação de padrões criminais.

Segundo o chefe-executivo da CIVITAS, Davi Carreiro, a central vai além da vigilância. “Produzimos tecnologia e cruzamos dados para oferecer apoio concreto às forças de segurança. A nova estrutura integra uma sala de situação que funciona 24 horas por dia e um laboratório dedicado ao desenvolvimento de soluções específicas para os desafios de cada região da cidade”, explicou.

Desde sua criação, a CIVITAS Rio já apoiou mais de 3.500 casos, incluindo inquéritos, investigações e operações, sempre mediante solicitação oficial das forças de segurança e do sistema de Justiça. O trabalho envolve análise técnica de dados, monitoramento em tempo real, reconstrução de rotas, identificação de padrões criminosos e produção de inteligência estratégica, com processos auditáveis e sem interferência humana na geração de relatórios.

A atuação da central é baseada no uso intensivo de dados. O Datalake Municipal reúne informações produzidas diariamente pela Prefeitura do Rio e é cruzado com dados de fontes como a Central 1746, Disque Denúncia, Onde Tem Tiroteio e redes sociais abertas, permitindo análises mais precisas e respostas mais rápidas às demandas da segurança pública.

Com informações de assessoria

Wagner Sales -editor de conteúdo

Foto: Beth Santos / Prefeitura do Rio

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