Projeto Olhos do Rio busca triplicar transplantes de córnea no RJ

O Ministério Público Federal (MPF) consolidou uma importante articulação com a Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES/RJ), a Fundação Saúde e o Into (Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia) para impulsionar o Projeto “Olhos do Rio”. A iniciativa visa solucionar um gargalo crítico na saúde pública: a captação de tecidos oculares.

Atualmente, o Rio de Janeiro possui a segunda maior fila de espera do país, com 4.596 pacientes aguardando por um transplante de córnea. O novo projeto tem o potencial de triplicar a captação e reduzir drasticamente esse tempo de espera.

Como funciona o Projeto “Olhos do Rio”

A recomendação do MPF validou tecnicamente a estrutura da Central Estadual de Transplantes (CET-RJ), que agora conta com etapas estratégicas para destravar o sistema:

  • Organização de Procura de Córneas (OPC): Criação de uma equipe com 18 enfermeiros especializados para atuar nos principais hospitais do estado.
  • Descentralização: Proposta de um novo banco de olhos para atender a Região Metropolitana II e a Região dos Lagos.
  • Captação Contínua: Garantia de coleta de córneas mesmo em feriados e períodos de alta demanda.
  • Mutirão de Revisão: Início de um mutirão no Hospital Municipal de Olhos de Duque de Caxias para atualizar exames e aptidão dos pacientes na fila.

“O gargalo está na captação, e o Projeto ‘Olhos do Rio’ enfrenta exatamente esse ponto”, afirma a procuradora da República Aline Caixeta, reforçando que o acesso ao transplante é um direito fundamental.

Histórico e Evolução do Sistema

A atuação do MPF no setor vem desde 2008, após o fechamento do banco de olhos do Hospital de Bonsucesso. Uma ação civil pública da época obrigou a União e o Estado a implementarem bancos públicos. Hoje, o estado conta com unidades no Into (capital) e em Volta Redonda.

Com a nova fase do projeto, a CET-RJ também intensificará a cobrança sobre as equipes transplantadoras, exigindo escalas de plantão para o fim de ano, evitando que córneas captadas sejam desperdiçadas por falta de profissionais para o procedimento.

Com informações de assessoria

Wagner Sales – editor de conteúdo

Foto: Divulgação / HFB

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