PSP de Angola Apresenta Proposta Política Liderada por Hélder Chihuto

O Projeto Político do Partido da Solução do Povo (PSP), liderado por Hélder Chihuto, apresentou oficialmente à sociedade angolana a sua visão programática e os pilares da sua proposta de governação. Em comunicado dirigido ao público, o PSP defende uma transformação profunda do modelo político e institucional vigente, com foco na inclusão social, reconciliação nacional, ética na governação e respeito incondicional aos direitos humanos.
Em nota pública divulgada a 15 de Agosto de 2025, o líder do projeto político PSP, Hélder Chihuto, reafirmou que o movimento nasce como resposta ao “clamor do povo descontente e inconformado” com o atual estado da política nacional. O PSP posiciona-se como um movimento de centro-esquerda, promotor de uma nova cultura política, que valoriza a ética, o pluralismo ideológico, a paz e a unidade nacional.
Condenação à violência e defesa da vida
O PSP lamentou os acontecimentos trágicos dos dias 28, 29 e 30 de julho, que resultaram em mortes e destruição durante manifestações sociais. O movimento condena o uso desproporcional da força por parte de alguns agentes da Polícia Nacional e apelou por uma atuação policial justa, exemplar e verdadeiramente republicana. Reforçou ainda o compromisso com a Constituição da República de Angola, que não admite a pena de morte e protege a vida humana como valor supremo.
Visão de governação e reformas estruturais
Entre as principais medidas que o PSP pretende implementar caso venha a formar governo, destacam-se:
- Um perdão nacional e amnistia condicionada para crimes económicos, com o objetivo de repatriar capitais e impulsionar o investimento interno;
- A implantação das autarquias locais nos 326 municípios do país num prazo de três anos;
- A erradicação da mendicidade infantil e de menores em situação de rua em seis meses;
- A gratuitidade e obrigatoriedade da educação pública até o ensino superior, acompanhada por subsídios para estudantes e desempregados;
- Uma revisão constitucional profunda, com alterações nos mecanismos de escolha do Presidente da República, que deverá deixar de ser militante partidário ao assumir funções;
- A redução das mordomias governamentais e fim do tratamento de luxo a dirigentes enquanto persistirem níveis elevados de pobreza;
- A independência efetiva do sistema judicial, com eleições internas para juízes dos tribunais superiores, e maior autonomia da Comissão Nacional Eleitoral (CNE).
Propostas no domínio económico
O PSP pretende revigorar a economia através do incentivo ao empresariado nacional e da cooperação com investidores estrangeiros. A política económica prevê o perdão de dívidas fiscais, eliminação do IVA sobre a cesta básica e a requalificação dos musseques, com aposta no saneamento básico e transporte público acessível e eficiente.
Um partido de inclusão e reconciliação
A mensagem do PSP exorta a convivência democrática, o fim da intolerância política e o respeito pela diversidade ideológica. “Ninguém é dono eterno do poder, nem da oposição”, declarou Hélder Chihuto, reafirmando que o projeto defende um modelo político aberto, transparente e inclusivo, onde jovens e veteranos cooperam na construção de uma Angola para todos.
Legalização e apelo à cidadania
O PSP informou que já está oficialmente credenciado pelo Tribunal Constitucional para dar início ao processo de recolha de assinaturas para a legalização formal como partido político. A direção apela à colaboração das administrações locais, para que o processo decorra dentro dos marcos legais, e convida a sociedade civil a juntar-se à causa, com apoios voluntários, doações e participação ativa.
“Angola chama por nós. Este é um projeto de jovens para jovens, com o apoio da experiência dos mais velhos”, concluiu Hélder Chihuto, agradecendo aos jornalistas e ao povo angolano.
Com informações de Antonio Mbinga Cunga (Correspondente em Angola)
Wagner Sales – editor de conteúdo
Foto: Divulgação
