Redondinha


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Por: Jorge Eduardo Magalhães
Olhando o enorme caos ao redor da casa imunda, a pia cheia de louça, a máquina de lavar (que não sabia usar) repleta de roupas sujas, arrependeu-se de exigir de sua esposa férias conjugais. Redondinha como a chamava, devido ao fato de ter engordado bastante nos últimos anos, em um apelido que ela acreditava ser carinhoso, mas na verdade era pejorativo, motivado por um imenso asco e desprezo, da parte do marido.
Sentia ódio quando, ao chegar em casa, estava como uma leitoa, deitada no sofá, assistindo programa de auditório na TV, comendo um pote inteiro de sorvete, ao lado da filha de dez anos que seguia os mesmos rumos da mãe. Chegava a demorar na rua, tomando umas duas ou três cervejas.
Para não cometer um ato de violência, fingindo um carinho, sugeriu que Redondinha passasse um tempo na casa dos parentes, levando a filha. Lesada como era, achou que aquilo era um presente do marido e seguiu com a menina rumo à casa de familiares no interior.
– Pelo menos era cuidadosa com a casa – pensou.
Sentiu uma imensa saudade da comida na hora, da roupa limpa e do asseio da casa. Tentaria não se irritar, entraria de olhos fechados quando chegasse em casa para não a ver. Resolveu ligar para pedir que voltasse.
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