Roberto Rivellino completa 80 anos e celebra legado histórico no futebol

Neste primeiro dia do ano, Roberto Rivellino, um dos maiores craques da história do futebol brasileiro e mundial, completa 80 anos, celebrando uma trajetória marcada por talento, títulos e uma canhota inesquecível.

Ídolo eterno do Corinthians, campeão mundial com a Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1970, no México, Rivellino também foi referência técnica para grandes nomes do futebol, entre eles Diego Armando Maradona, que sempre o citou como uma de suas inspirações.

Conhecido como o “Reizinho do Parque”, Rivellino atuava como camisa 11 e falso ponta esquerda, função semelhante à de Zagallo, então jovem treinador da Seleção campeã. Sua habilidade, visão de jogo e a potência da perna esquerda encantaram gerações e ajudaram a construir uma das maiores seleções de todos os tempos.

Início da carreira

Nascido em São Paulo, Rivellino era palmeirense na infância e desde cedo demonstrou paixão pelo futebol, jogando nas ruas da capital paulista. Iniciou sua trajetória no futebol de campo pelo Indiano, e também se destacou no futebol de salão do Banespa, onde aprimorou o controle de bola e eternizou o famoso drible elástico, um dos mais bonitos da história do esporte.

Apesar de chamar a atenção do Palmeiras, foi dispensado após testes no clube do Parque Antártica, experiência que marcou negativamente o início de sua carreira.

Corinthians: o ídolo eterno

Após a dispensa, Rivellino foi aprovado em testes no Corinthians, onde construiu uma das histórias mais emblemáticas do futebol brasileiro. Atuou pelo clube entre 1963 e 1974, tornando-se um dos maiores ídolos do Timão, mesmo durante o jejum de títulos que durou 23 anos.

Apesar da derrota na final do Campeonato Paulista de 1974 contra o Palmeiras, seu futebol jamais foi questionado. Pouco depois, foi negociado com o Fluminense, decisão que encerrou um ciclo histórico no clube paulista.

Fluminense e a Máquina Tricolor

No Fluminense, Rivellino viveu uma fase vitoriosa. Logo na estreia, marcou três gols contra o Corinthians. Foi bicampeão carioca (1975 e 1976), campeão da Taça Guanabara e integrou o lendário time conhecido como “A Máquina Tricolor”, ao lado de nomes como Félix, Carlos Alberto Torres, Edinho, Paulo César Caju e Gil.

Um dos momentos mais marcantes foi o elástico aplicado em Alcir, do Vasco, seguido de um gol antológico em 1975.

Passagem pelo Al Hilal

Em 1978, Rivellino seguiu para o Al Hilal, da Arábia Saudita, onde conquistou o Campeonato Saudita (1979) e a Copa do Príncipe Saudita (1980). Encerrou a carreira em 1981, contra sua vontade, após divergências internas. Seu desejo era atuar até os 42 anos.

Seleção Brasileira

Além do título mundial em 1970, Rivellino disputou as Copas de 1974, na Alemanha Ocidental, e 1978, na Argentina. Herdou a camisa 10 de Pelé em 1974 e foi um dos destaques da equipe. Pela Seleção, conquistou ainda torneios como a Taça Independência, Copas Roca, Mundialito de Cáli e diversos títulos internacionais.

Pós-carreira

Após pendurar as chuteiras, Rivellino atuou como camisa 10 da Seleção Brasileira de Masters, conquistando a Copa Pelé em 1989. Atualmente, mantém uma escolinha de futebol e é comentarista da TV Cultura, optando por não seguir carreira como treinador.

Aos 80 anos, Roberto Rivellino segue sendo lembrado como um dos maiores gênios do futebol, símbolo de técnica, criatividade e amor ao esporte, eternizando seu nome na história do futebol brasileiro e mundial.

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