Série Ouro denuncia Liesa à Alerj por irregularidades no Sambódromo

A menos de 20 dias para o Carnaval 2026, a Liga RJ, que representa as escolas de samba da Série Ouro, protocolou denúncias contra a Liesa na Comissão de Defesa do Consumidor da Alerj. O conflito envolve a gestão da Marquês de Sapucaí e aponta uma série de práticas abusivas e falta de repasses financeiros.
Os Principais Pontos da Denúncia:
- Venda casada: Irregularidades na comercialização de camarotes.
- Falta de repasses: Ausência de verbas oriundas de publicidade e camarotes durante os desfiles da Série Ouro.
- Restrição de acesso: Dificuldade de entrada para dirigentes e sambistas com vínculo institucional.
- Monopólio comercial: Exclusividade de venda de apenas uma marca de cerveja no evento.
Desdobramentos Políticos O deputado Dionísio Lins (PP), vice-presidente da Comissão, anunciou que oficiará a Liesa e a Riotur em busca de esclarecimentos. Caso as respostas não sejam satisfatórias, o parlamentar cogita acionar o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) para uma investigação profunda.
Em nota, a Riotur afirmou que preza pelo diálogo e pela legalidade, e que está agendando uma reunião conjunta com as ligas para garantir o “bom andamento do Carnaval 2026”.
Para facilitar a compreensão do conflito que coloca a Liga RJ (Série Ouro) contra a Liesa (Grupo Especial) a poucos dias dos desfiles, elaborei este quadro comparativo com base nas denúncias apresentadas:
Conflito das Ligas: Série Ouro vs. Liesa (Carnaval 2026)
| Ponto de Conflito | Reclamação da Liga RJ (Série Ouro) | Implicação Jurídica/Prática |
|---|---|---|
| Financeiro | Falta de repasse da venda de camarotes e publicidade nos dias da Série Ouro. | Prejuízo ao caixa: As escolas menores alegam perda de receita essencial para os desfiles. |
| Consumidor | Denúncia de “venda casada” na comercialização de espaços no Sambódromo. | Prática Abusiva: Proibida pelo Código de Defesa do Consumidor (Art. 39). |
| Acesso | Dirigentes e sambistas barrados em prol de convidados sem vínculo institucional. | Desvalorização: Crise de identidade com as comunidades e baluartes do samba. |
| Monopólio | Exclusividade de venda de apenas uma marca de cerveja no evento. | Direito de Escolha: Questionamento sobre a liberdade do consumidor no local. |
| Gestão | Tratamento “parcial” e falta de transparência da Riotur e Liesa. | Risco de Investigação: Possível intervenção do Ministério Público (MPRJ). |
O que dizem as partes:
- Liga RJ: Busca uma posição “firme e imparcial” e o cumprimento de repasses financeiros que considera de direito das agremiações da Série Ouro.
- Liesa: Até o momento, o caso será respondido via ofício à Alerj. A liga gerencia o espaço tradicionalmente, mas agora é contestada pela legalidade de certas exclusividades.
- Riotur: Tenta atuar como mediadora, pregando “equilíbrio e legalidade” para evitar que o embate jurídico prejudique a logística do Carnaval 2026.
Próximos Passos
O Deputado Dionísio Lins estabeleceu um prazo para as respostas antes de encaminhar o caso ao Ministério Público. A grande preocupação é se essa disputa afetará a infraestrutura da Sapucaí (iluminação, som e segurança) para os desfiles que ocorrem em menos de três semanas.
Com informações de assessoria
Wagner Sales – editor de conteúdo
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