STF certifica fim de ação penal para Mauro Cid no caso do golpe

O Supremo Tribunal Federal (STF) certificou nesta terça-feira (28) o fim da ação penal relacionada à trama golpista para o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A decisão foi tomada pela Secretaria Judiciária da Corte, após o encerramento do prazo para apresentação de recursos pelas defesas dos condenados do Núcleo 1 da denúncia — grupo que inclui Bolsonaro, Cid e outros seis réus. O prazo terminou na segunda-feira (27).

Decisão sobre delação será de Alexandre de Moraes

Com o encerramento do processo, caberá ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, decidir se Mauro Cid terá a punibilidade extinta em razão do acordo de delação premiada firmado com a Polícia Federal.

Os advogados do militar não recorreram da condenação e pediram ao ministro o reconhecimento do fim da ação penal, além da retirada das medidas cautelares impostas.

Cid já cumpriu pena e segue com restrições

Cid foi condenado a dois anos de prisão em regime aberto, com direito à liberdade, e já cumpriu integralmente a pena no período em que ficou preso preventivamente durante as investigações.

Mesmo assim, o ex-ajudante de ordens segue monitorado por tornozeleira eletrônica, com bens bloqueados e passaportes retidos, até nova decisão do Supremo.

Bolsonaro e demais réus terão recursos julgados em novembro

Os recursos apresentados por Jair Bolsonaro e outros acusados devem ser analisados pela Primeira Turma do STF a partir do dia 7 de novembro.

No julgamento realizado em 11 de setembro, o colegiado condenou, por 4 votos a 1, os oito réus do grupo pelos crimes de:

  • Organização criminosa armada;
  • Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
  • Golpe de Estado;
  • Dano qualificado pela violência e grave ameaça;
  • Deterioração de patrimônio tombado.

Próximos passos

Com a certificação do fim da ação penal para Mauro Cid, o Supremo entra na fase de análise das consequências do acordo de colaboração premiada, que pode extinguir a punibilidade do militar.
A decisão de Moraes sobre o caso é aguardada para os próximos dias.

Com informações de Agência Brasil

Wagner Sales – editor de conteúdo

Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

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