STJ mantém preso acusado de chefiar “disk-droga” pelo WhatsApp no RS

O ministro Luis Felipe Salomão, no exercício da presidência do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou o pedido de liberdade a um homem acusado de liderar uma associação criminosa que comercializava drogas em larga escala pelo WhatsApp. O grupo operava em três municípios do Rio Grande do Sul, utilizando artes gráficas e serviço de tele-entrega.
Logística Digital e Escala do Crime As investigações revelaram que a conta do aplicativo utilizada pelos criminosos possuía mais de 5 mil contatos. O perfil exibia banners profissionais com tabelas de preços, promessa de atendimento 24h e garantia de “entrega discreta”. Segundo o Ministério Público, o acusado era um dos principais distribuidores, e em sua residência foram encontrados crack embalado, munições e dinheiro.
Histórico Criminal e Decisão A defesa argumentou que o crime não envolveu violência e que o réu possui residência fixa. No entanto, o ministro Salomão manteve a decisão do TJRS, ressaltando o vasto histórico criminal do suspeito, que já possuía condenações por tráfico e estava em liberdade condicional no momento do novo flagrante.
O mérito do habeas corpus será julgado definitivamente pela Sexta Turma do STJ, sob relatoria do ministro Og Fernandes.
Resumo Operacional
- Modus Operandi: Venda via WhatsApp com catálogo e delivery.
- Abrangência: Três municípios do Rio Grande do Sul.
- Evidências: Mais de 5.000 contatos no app e apreensão de crack e munições.
- Status Jurídico: Prisão mantida para garantia da ordem pública.
Com informações de assessoria
Wagner Sales – editor de conteúdo
Foto: Freepik (Imagem meramente ilustrativa)
