TJRJ promove “Pai Presente” e reconhece paternidade gratuita no Rio

Em um evento emocionante, o Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro realizou a ação social “Pai Presente”, oferecendo o reconhecimento de paternidade de forma gratuita e sem burocracia. O evento, que aconteceu no Centro do Rio, na frente do Fórum Desembargador Antônio Jayme Boente, celebrou o Dia dos Pais e destacou a importância do vínculo familiar.

Mais de dez pessoas estavam na fila para realizar o sonho de ter o nome do pai no documento, demonstrando a necessidade desse tipo de iniciativa.

Ação social “Pai Presente”: um direito e um vínculo afetivo

O programa “Pai Presente”, uma iniciativa nacional do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), visa combater o sub-registro de paternidade e conscientizar a sociedade sobre a importância da presença paterna na vida dos filhos, especialmente na primeira infância.

“A presença do pai muda a história de uma pessoa. Nosso evento é fundamental e importante para levar ao conhecimento da sociedade que todas as pessoas têm direito ao nome do pai em seus documentos”, ressaltou o juiz Alessandro Oliveira Félix, titular da Vara de Registros Públicos.

Histórias de emoção e reconhecimento

O evento foi marcado por relatos emocionantes. O gerente de farmácia Marcelo Lima de Oliveira, por exemplo, conseguiu dar seu sobrenome à filha de 16 anos após 16 anos de espera. Mesmo sendo um pai presente, ele pôde finalmente formalizar o vínculo em um documento oficial.

Outro momento de grande emoção foi a história de Marcelo Rocha de Souza, que registrou o sobrinho como seu filho socioafetivo, garantindo-lhe um futuro mais seguro. A pequena S. B., de apenas quatro meses, e o irmão A., de seis, também ganharam um pai em seu registro.

A psicóloga Daniele Bloris, do Setor de Promoção da Filiação Paterna, reforça que o reconhecimento de paternidade gratuito é um direito garantido e pode ser realizado no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, com a possibilidade de testes de DNA quando necessário.

Com informações de assessoria

Wagner Sales – editor de conteúdo

Foto: Felipe Cavalcanti/TJRJ

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