Trabalho Escravo: “Lista Suja” Cresce 20% com 159 Novos Empregadores

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) publicou nesta segunda-feira (6/10) a mais recente atualização da “Lista Suja”, o Cadastro de Empregadores flagrados submetendo trabalhadores a condições análogas à escravidão. A nova versão registrou um aumento de 20% em relação à anterior, incluindo 159 empregadores (101 pessoas físicas e 58 jurídicas).
Os casos incluídos ocorreram entre 2020 e 2025 e resultaram no resgate de 1.530 trabalhadores da exploração.
Destaques da Atualização:
- Estados com mais inclusões: Minas Gerais (33), São Paulo (19), Mato Grosso do Sul (13) e Bahia (12).
- Setores com mais casos: Criação de bovinos para corte (20), serviços domésticos (15), cultivo de café (9) e construção civil (8). Cerca de 16% das inclusões vieram de atividades urbanas.
A “Lista Suja” é uma medida de transparência ativa, publicada semestralmente, e sua constitucionalidade foi reconhecida pelo STF em 2020. A inclusão no Cadastro só ocorre após a conclusão de processos administrativos, garantindo o contraditório e a ampla defesa. Os nomes permanecem publicados por dois anos.
O combate ao trabalho escravo é coordenado pelo Grupo Especial de Fiscalização Móvel (GEFM), que em 30 anos resgatou mais de 68 mil trabalhadores, garantindo o pagamento de mais de R$ 156 milhões em verbas rescisórias às vítimas.
Com informações de Agência Gov.
Wagner Sales – editor de conteúdo
Foto: Reprodução / MTE
