Rio anuncia R$ 688 milhões para contenção de encostas

A Prefeitura do Rio de Janeiro apresentou um novo pacote de investimentos em obras de contenção de encostas, que somam R$ 688 milhões em recursos municipais e federais. Ao todo, serão cerca de 330 intervenções em diferentes regiões da cidade, beneficiando mais de 500 mil moradores.
Dentro desse conjunto de ações, o PAC das Encostas prevê R$ 258 milhões em investimentos voltados à segurança de aproximadamente 60 mil pessoas. Coordenadas pela Fundação Geo-Rio e financiadas com recursos do Ministério das Cidades, as obras têm como objetivo ampliar a proteção de áreas vulneráveis, reforçar a prevenção de desastres naturais e reduzir riscos geológico-geotécnicos em comunidades cariocas.
Durante o anúncio, o prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere, destacou que a prioridade da administração municipal é preservar vidas em áreas sujeitas a deslizamentos.
Segundo ele, os investimentos em prevenção vêm sendo ampliados desde 2009, por meio de ações integradas entre a prefeitura e lideranças comunitárias em regiões consideradas de alto risco. O prefeito também ressaltou que o trabalho desenvolvido pelo Centro de Operações Rio (COR), aliado às políticas de resiliência e prevenção, contribuiu para uma redução significativa no número de vítimas causadas por deslizamentos nos últimos anos.
Atualmente, oito frentes de trabalho do PAC das Encostas estão em andamento, totalizando R$ 26 milhões em investimentos. As obras atendem comunidades nos complexos do Lins, da Penha e do Alemão, além dos morros do Pavão-Pavãozinho e Cantagalo. Seis dessas intervenções devem ser concluídas até o fim deste ano, enquanto as demais têm previsão de entrega para o primeiro semestre de 2027.
Outras quatro obras já foram licitadas e devem começar em breve, com aporte de R$ 19 milhões. As intervenções contemplarão comunidades da Tijuca, Rio das Pedras, Jacarepaguá e Vila Valqueire.
O secretário municipal de Infraestrutura, Wanderson Santos, afirmou que o principal foco do programa é proteger moradias e reduzir os impactos das chuvas intensas na cidade.
Além das obras em execução, o programa avança em novas etapas técnicas. Cinco intervenções seguem em fase de licitação, com investimento estimado em R$ 51 milhões, incluindo ações no Complexo do Lins e em Vila Pequeri, em Brás de Pina. Paralelamente, outros 11 projetos estão em análise na Caixa Econômica Federal, somando R$ 62 milhões para áreas das zonas Central, Norte e Sudoeste, além dos complexos do Alemão e da Penha.
A parceria entre a Prefeitura do Rio, a Geo-Rio, o Ministério das Cidades e a Caixa Econômica Federal tem sido fundamental para viabilizar as obras. Enquanto o Governo Federal assegura os recursos, a prefeitura fica responsável pela elaboração dos projetos e pela execução das intervenções, acompanhadas tecnicamente pela Caixa.
Além das ações já previstas, a Prefeitura do Rio dispõe de cerca de R$ 100 milhões para novos projetos de estabilização e contenção de encostas, ampliando o planejamento preventivo em áreas de risco.
As obras incluem técnicas de engenharia como cortinas atirantadas, solo grampeado, muros de contenção, sistemas de drenagem, recuperação de taludes, proteção vegetal e melhorias urbanas complementares. As medidas buscam aumentar a segurança das comunidades, proteger moradias e minimizar os impactos provocados por temporais cada vez mais intensos.
Representando o Ministério das Cidades, Daniel Mouço destacou que a cooperação entre os governos e as lideranças comunitárias é essencial para garantir mais segurança e dignidade à população vulnerável.
Referência nacional e internacional em engenharia geotécnica, a Fundação Geo-Rio completou 60 anos de atuação neste mês de maio. Desde 2021, a fundação já executou mais de 300 intervenções com recursos municipais, totalizando cerca de R$ 430 milhões em investimentos. Atualmente, mais de 60 obras seguem em andamento em diferentes regiões da cidade, incluindo ações recentes no Cacuia, Jardim Carioca, na Ilha do Governador, e no Morro de São Carlos, no Estácio.
Com informações de assessoria
Wagner Sales – editor de conteúdo
Foto Flickr
Legenda: Complexo da Penha será um dos beneficiados pelo projeto
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