Sagrado provedor


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Por: Jorge Eduardo Magalhães
– Sou teu sagrado provedor! Você deve agradecer aos céus todos os dias por eu existir em tua vida!
Era o que ele sempre lhe dizia, aos berros, e, no fundo, ela concordava, afinal de contas, ele a tirara daquele bairro miserável e violento onde vivia, instalando-a em um espaçoso e confortável apartamento.
As pessoas não compreenderiam o fato de ele a trancar no apartamento, levando a chave, mas para que sair? A cidade anda tão violenta, tinha de tudo, vários canais de TV, ar-condicionado central, geladeira cheia. De fato, era o seu sagrado provedor, que a protegia dos males do mundo.
Fora obrigada a se afastar de sua família, de seus amigos. Mas para que manter contato com aquela família tóxica e com aquelas antigas e desnecessárias amizades daquele local horrível em que foi criada. Estava tendo uma chance maravilhosa de romper com seu passado.
Realmente, ele a agredira duas ou três vezes, mas estava nervoso, ela tentara se comunicar com seus familiares pela internet e, como a rastreava, digitalmente, acabou descobrindo. Ficou só de olho roxo e rosto inchado, nada que em menos de uma semana não sarasse.
Às vezes, pensava em fugir. Para onde? Voltar àquela antiga miséria. Melhor ficar ali ao lado daquele homem que a amava. Teu sagrado provedor.
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