Filha de Piruinha tem nova prisão preventiva e Justiça bloqueia R$ 41 milhões

O Grupo de Atuação Especializada no Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) cumpriu, nesta quinta-feira (6), um mandado de prisão preventiva contra Monalliza Neves Escafura, apontada como integrante de um esquema de lavagem de dinheiro proveniente da exploração do jogo do bicho.

Monalliza é filha do bicheiro José Caruzzo Escafura, morto em 2025 e considerado um dos principais chefes da contravenção na Zona Norte do Rio de Janeiro.

Prisão foi cumprida dentro do presídio

O mandado foi executado na Penitenciária de Gericinó, onde Monalliza já estava presa desde maio deste ano. Ela responde a outro processo criminal em que é acusada de liderar uma organização voltada à exploração do jogo do bicho, máquinas caça-níqueis e outras modalidades ilegais de jogos de azar.

Além dela, outras 12 pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público por suposta participação no esquema de lavagem de dinheiro.

Esquema teria ocultado patrimônio milionário

Segundo a denúncia do MPRJ, Monalliza utilizava a ajuda dos demais investigados para ocultar recursos obtidos com a exploração do jogo do bicho.

Entre os denunciados está Rosilene Leonardo.

De acordo com a investigação, o dinheiro teria sido empregado na compra de imóveis, veículos e artigos de luxo, além da realização de depósitos e transferências bancárias para contas de familiares, subordinados e da empresa Liza Produções, pertencente a Monalliza.

Justiça impõe medidas cautelares aos demais denunciados

A Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, por meio da 3ª Vara Especializada em Organização Criminosa, determinou que os outros 12 denunciados cumpram medidas cautelares, entre elas:

  • comparecimento bimestral à Justiça;  
  • proibição de contato com testemunhas; 
  • proibição de comunicação com os demais denunciados e seus familiares. 

Mais de R$ 41 milhões em bens são bloqueados

A decisão judicial também determinou o bloqueio de mais de R$ 41 milhões pertencentes aos 13 denunciados e às empresas Liza Produções e Castelo Colorido Recreação e Lazer, com base no instituto do confisco alargado de bens, previsto na Lei Anticrime.

Esse mecanismo permite que a Justiça determine a perda de patrimônio incompatível com a renda lícita do condenado, mesmo quando não há comprovação direta de que determinado bem tenha sido adquirido com recursos provenientes do crime.

Inventário de Piruinha também poderá ser atingido

A decisão estabelece ainda que, caso não sejam encontrados bens ou valores suficientes em nome de Monalliza Escafura e Rosilene Leonardo, poderá ser sequestrada a parte que cabe às duas no inventário de Piruinha, composto por 42 imóveis.

Segundo o Ministério Público, a medida busca assegurar eventual reparação financeira e impedir a ocultação do patrimônio supostamente obtido por meio da atividade criminosa.

Com informações de assessoria

Wagner Sales – editor de conteúdo

Foto: Tania Rego / Agência Brasil  

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