CBF implementa leis contra o antijogo e a “cera”

Nessa segunda-feira (10), a CBF realizou uma reunião com os 40 clubes das Séries A e B e colocou em votação regras antijogo e contra a cera, algumas que já tinham sido implementadas pela FIFA durante a Copa do Mundo de 2026.
As regras tiveram aprovação quase unânime dos 40 clubes (38 times votaram a favor e apenas Grêmio e Vitória votaram para as regras entrarem em vigor somente a partir de 2027).
Com isso, as regras entram em vigor já no próximo sábado (15) na partida entre Fluminense x Palmeiras pela Série A e a partir do meio da semana que vem na Série B.
As regras valem para a Séries A e B do Brasileirão, as Copa do Brasil masculina e feminina e o Campeonato Brasileiro Feminino 1.
O principal objetivo das normas é aumentar o tempo de jogo do futebol brasileiro.
Segundo o relatório “Tempo de Bola Rolando no Futebol Brasileiro”, um diagnóstico inédito sobre o tema, embasado por dados fornecidos pela empresa OPTA Stats Perform, até a parada para a Copa do Mundo, o tempo médio de bola rolando na Série A do Brasileirão era de 52 minutos e 54 segundos, distante da meta da FIFA de 60 minutos de bola rolando, algo que nenhuma das grandes ligas mundiais consegue chegar:
Segundo o estudo, a Premier League registra 55’23, a Ligue 1 e a Bundesliga, 56’17, a La Liga 55’09 e a Serie A da Itália, 54’28 (dados da última temporada).
O futebol brasileiro está atrás de todas essas ligas em termos de tempo de jogo.
O estudo identifica ainda formas de recuperar aproximadamente 6 minutos e 22 segundos de bola rolando por jogo, ajustando itens como marcação de faltas, tempo levado para reposição da bola em jogo, duração dos atendimentos médicos e checagens de VAR e impedimento semiautomático.
As novas estão assim distribuídas;
-Cinco segundos para cobrança de lateral e tiro de meta, sob pena de reversão do lateral e escanteio para o adversário;
-Dez segundos para a substituição, caso contrário o time ficará um minuto com um a menos;
-Um minuto fora do jogador após atendimento médico;
-Em caso de atendimento ao goleiro, um jogador de linha ficará de fora por um minuto;
-Somente o capitão pode falar com o árbitro;
-Cartão vermelho ao jogador que cobrir a boca durante discussão (Protocolo Vini Jr.);
-Checagem do VAR para segundo cartão amarelo;
-Checagem de VAR para escanteio concedido por engano (aprovada para 2027).
Com informações de Salvador Gama
Wagner Sales – editor de conteúdo
Foto: Thiago Gomes / O Liberal
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