Baile das Odaliscas


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Por: Jorge Eduardo Magalhães
Desde que chegara do interior, morava de favor na casa de uma tia que vivia com as duas filhas, uma neta e a mãe, que também era sua avó. Mesmo ninguém cobrando diretamente, fazia todo o serviço da casa, inclusive as primas abusavam, deixando as roupas espalhadas pelo chão e nem recolhiam os pratos da mesa, após as refeições. Até a fralda suja da filha de sua prima, encontrara, debaixo da cama.
Os familiares não falavam diretamente, mas os olhares e os cochichos, dava a entender que incomodava e toda a carga de serviço da casa era jogada para cima dela, de uma forma sutil e ferina. Ultimamente dava banho e as refeições na boca da avó, já com demência, devido à idade avançada.
Chegou o Carnaval, como gostava da folia. As primas e a tia falaram a respeito de um tal Baile das Odaliscas, no clube do bairro, onde as mulheres se vestiam como tal. Conseguiu uma fantasia velha de uma vizinha para ir ao baile. No dia, arrumou-se. Ao sair do quarto fantasiada, foi questionada pela tia:
– Aonde você vai?
– Vou ao baile com vocês.
– Nem pensar! Alguém tem que ficar em casa para tomar conta da mamãe e de minha neta.
A tia saiu com as filhas para o Baile. Permaneceu fantasiada em casa. Ligou a TV para assistir ao desfile das escolas de samba, mas a avó gritou, pedindo para desligar.
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