Brasil bate recorde de petróleo em março com crise de oferta global

Em meio ao cenário de instabilidade global causado pela guerra no Irã, o Brasil atingiu uma marca histórica na extração de energia. Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP) divulgados nesta segunda-feira (04/05/2026), a produção nacional de petróleo e gás alcançou 5,531 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d) em março, superando o recorde anterior de fevereiro.
O crescimento ocorre no momento exato em que os ataques entre Estados Unidos, Israel e Irã desestruturam a cadeia logística do Oriente Médio, elevando o preço do barril Brent de US$ 70 para US$ 114.
O Gigante do Pré-Sal
A camada de pré-sal consolidou sua importância estratégica, representando 79,9% de tudo o que é extraído no país.
- Búzios: O campo, localizado na Bacia de Santos, segue como o maior produtor de petróleo do país (886,43 mil barris/dia).
- Mero: Lidera a produção de gás natural, com 42,06 milhões de m³/d.
- Petrobras: A estatal opera 88,23% da produção nacional, com destaque para a plataforma Almirante Tamandaré, a mais produtiva do mês.
Blindagem contra o Choque do Petróleo
O bloqueio do Estreito de Ormuz pelo Irã — por onde passava 20% da produção mundial — gerou uma escassez que pressiona os preços internamente. Para mitigar o impacto ao consumidor brasileiro, a Petrobras antecipou em três meses o início das operações da plataforma P-79, que reforçará a oferta a partir deste mês de maio.
O governo federal também tem adotado medidas emergenciais, como a isenção de impostos e subsídios, para evitar que a escalada das commodities no mercado internacional se converta integralmente em aumentos nos postos de combustíveis.
Box Informativo: O que é o Estreito de Ormuz?
GEOPOLÍTICA DA ENERGIA: O Estreito de Ormuz é a passagem marítima mais importante do mundo para o petróleo. Localizado entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, ele é o único caminho para os exportadores da Arábia Saudita, Emirados Árabes, Kuwait e Iraque. O bloqueio exercido pelo Irã funciona como uma “arma econômica”, pois retira milhões de barris do mercado diariamente, causando o salto imediato nos preços globais.
Você já sentiu o reflexo da guerra no Irã no preço dos combustíveis na sua cidade? Deixe seu comentário!
Com informações de Ag. Brasil
Wagner Sales – editor de conteúdo
Foto Ag. Brasil
