Fraudes com IA ameaçam contribuintes no Imposto de Renda

Com o início do calendário do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026, cresce também o risco de fraudes digitais no Brasil. Neste ano, especialistas alertam para um agravante: o uso de inteligência artificial para tornar golpes mais sofisticados e difíceis de identificar.

De acordo com a TIVIT, multinacional de tecnologia do Grupo Almaviva, o cenário atual exige atenção não apenas dos contribuintes, mas também das instituições públicas, diante do impacto direto na confiança dos serviços digitais.

Dados da Serasa Experian mostram que o país registrou, no início de 2026, uma tentativa de fraude a cada 2,2 segundos. O volume representa um aumento de quase 30% em relação ao período anterior. Além disso, mais da metade dos brasileiros afirma ter sido alvo de golpes digitais no último ano.

IA torna golpes mais realistas

Segundo Thiago Tanaka, diretor de cibersegurança da TIVIT, a principal mudança está no uso da inteligência artificial generativa para criar comunicações falsas com aparência quase idêntica às oficiais.

Esses golpes costumam envolver mensagens sobre malha fina, falsas restituições ou cobranças indevidas, muitas vezes acompanhadas de páginas fraudulentas que simulam sistemas oficiais.

Impacto vai além do contribuinte

Embora o prejuízo imediato recaia sobre os cidadãos, o avanço das fraudes também pressiona órgãos públicos. O aumento de ataques gera sobrecarga nos canais de atendimento, dificulta a comunicação institucional e exige respostas mais rápidas em segurança digital.

Para especialistas, o problema passa a ser também estrutural, afetando a confiabilidade das plataformas governamentais.

Como se proteger

A recomendação é priorizar o uso de canais oficiais e ambientes autenticados, como o portal e-CAC e o aplicativo Meu Imposto de Renda, além de adotar medidas como autenticação em múltiplos fatores.

Especialistas reforçam que órgãos oficiais não utilizam mensagens com tom de urgência ou pressão emocional — um dos principais sinais de fraude.

Desafio para o governo digital

Para a TIVIT, o combate a esse tipo de crime exige uma estratégia integrada, que envolva tecnologia, monitoramento contínuo, governança e educação digital dos usuários.

A avaliação é que a segurança cibernética deixou de ser apenas uma questão técnica e passou a ser um fator essencial para garantir a confiança e a eficiência dos serviços públicos digitais.

Com informações de Ag. Senado

Wagner Sales – editor de conteúdo

Foto:  Divulgação

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