Justiça condena miliciano a 25 anos por execução cruel em Araruama

O IV Tribunal do Júri da Capital condenou, na madrugada desta quarta-feira (29/04/2026), o miliciano Paulo Diego da Silva Macedo a 25 anos e 4 meses de prisão. Ele foi considerado culpado pelo assassinato de Rafael dos Santos Carvalho Pires, ocorrido em dezembro de 2018, no município de Araruama, Região dos Lagos.
A investigação conduzida pelo GAECO/MPRJ revelou um cenário de extrema crueldade: Rafael foi executado a tiros dentro de casa, na frente da própria mãe, com o objetivo de expulsá-la da residência para que a milícia se apossasse do imóvel.
Domínio Territorial e Crueldade
Paulo fazia parte de uma organização criminosa que aterrorizava as comunidades da Pontinha, Vila Capri e Fazendinha. O crime foi ordenado pelo líder do grupo, o ex-PM Marcos André Rodrigues Glória Machado, o “Marcão”, e executado por Paulo e pelo policial militar Maicon de Souza Ribeiro.
A sentença destacou a “incomum crueldade” do réu ao ceifar a vida da vítima na presença de sua genitora, o que causou um grau de sofrimento irreparável à família.
Cúpula da Milícia já condenada
Este desfecho consolida a vitória do Ministério Público sobre o grupo. Em outubro de 2025, os outros dois envolvidos diretos — Marcão e Maicon — já haviam sido condenados a 22 anos e 6 meses de reclusão cada.
Box Informativo: O “Modus Operandi” da Milícia em Araruama
A POSSE POR TERROR: A denúncia do MPRJ aponta que o grupo utilizava a execução de familiares como tática de “limpeza de terreno”. Ao matar Rafael desarmado e sem chance de defesa, o grupo buscava coagir os sobreviventes a abandonarem suas propriedades, que eram então incorporadas ao patrimônio da milícia para revenda ou aluguel, financiando a expansão do crime organizado na região.
Com informações de assessoria
Wagner Sales – editor de conteúdo
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