Nova Estratégia de Cibersegurança: Foco em Educação e Conscientização Digital

O governo brasileiro publicou o Decreto nº 12.573, que oficializa a nova Estratégia Nacional de Cibersegurança (E-Ciber). A medida, que representa um marco na política digital do país, estabelece diretrizes para o Comitê Nacional de Cibersegurança (CNCiber) e busca aumentar a resiliência do Brasil contra ameaças digitais.
Cibersegurança: Novo Paradigma Foca no Cidadão
A especialista em segurança da informação Priscila Meyer, CEO da Eskive, destaca que a nova estratégia promove uma mudança de paradigma. A E-Ciber reconhece que, além de investir em infraestrutura, é fundamental educar o cidadão para que ele atue como a primeira linha de defesa contra crimes cibernéticos.
“Tecnologias de cibersegurança são essenciais, mas podem ser contornadas se o usuário não souber identificar fatores de risco ou proteger suas credenciais”, afirma Meyer. A inclusão da conscientização do cidadão como um dos eixos prioritários da E-Ciber é vista como uma resposta moderna e inclusiva ao aumento dos golpes digitais no país.
E-Ciber: Diretrizes Chave para a Segurança Digital
A nova estratégia propõe um modelo de governança ampliado, com o objetivo de disseminar uma cultura de proteção de dados e privacidade. Entre as principais diretrizes da E-Ciber estão:
- Campanhas de conscientização em larga escala.
- Educação para a segurança digital desde as escolas até a formação profissional.
- Capacitação de multiplicadores, como professores e profissionais de saúde.
- Atenção a grupos vulneráveis (idosos e crianças).
- Acolhimento e orientação a vítimas de crimes digitais.
Construindo uma Cultura de Segurança Cibernética
A especialista Priscila Meyer conclui que a segurança cibernética não é apenas uma questão técnica, mas também cultural. Ao integrar a educação digital em seus pilares, a E-Ciber vai além de ações pontuais e busca criar uma cultura de longo prazo, essencial para a soberania digital do Brasil.
Apesar do avanço, especialistas apontam para desafios futuros, como a carência de profissionais qualificados e a necessidade de mais programas educacionais na área.
Com informações de assessoria
Wagner Sales – editor de conteúdo
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