O “Ponto Cego” da Inteligência Artificial: Especialistas alertam por que marcas líderes estão desaparecendo nas novas jornadas de compra

A união entre arquitetura de dados e neuromarketing revela que o modelo tradicional de SEO e vendas está obsoleto. Relatórios globais apontam que a Inteligência Artificial já dita as regras de confiança no mercado corporativo, exigindo a adoção urgente do “AI-First Marketing”.

PONTA GROSSA, PR – Abril de 2026 – Uma mudança silenciosa e drástica está reescrevendo as regras de como consumidores e empresas tomam decisões de compra. Com a consolidação das Inteligências Artificiais Generativas, o usuário deixou de rolar páginas de links azuis nos motores de busca tradicionais para exigir respostas diretas, sintetizadas e analíticas. O alerta vem de especialistas do mercado brasileiro, que apontam um “ponto cego” estratégico: as empresas continuam investindo pesado para aparecer onde o cliente não clica mais.

O alerta não é baseado em futurologia, mas em uma reestruturação financeira que já começou. De acordo com projeções globais do Gartner, o volume de buscas em motores tradicionais deve despencar 25% até o final de 2026, sendo substituído por assistentes e chatbots. No mercado corporativo (B2B), o cenário é ainda mais drástico: um levantamento recente da Forrester (The State Of Business Buying, 2026) revelou que 94% dos compradores já utilizam IA no processo de decisão. O dado mais alarmante para os times comerciais revela que os compradores agora confiam mais nas respostas das IAs Generativas do que nos sites oficiais das próprias empresas ou em seus vendedores.

“A inteligência artificial assumiu o papel de grande oráculo. Ela não clica em anúncios e não consome propagandas; ela sintetiza consenso, autoridade e dados estruturados na web, cruzando inclusive com o perfil do usuário”, explica Thais Basem Bastos, estrategista de transformação digital e criadora da metodologia CodeHack. “A crise de infraestrutura nas marcas é gritante. Hoje, se uma empresa tem discursos desconexos, os anúncios dizem diz uma coisa, sites de referência e blogs outra, o site diz uma terceira e as vendas operam de forma isolada, a IA percebe a inconsistência e simplesmente não recomenda a empresa. É o que chamamos de invisibilidade digital.”

Para evitar essa invisibilidade, Thais aponta que a transição para o AI-First Marketing exige uma orquestração muito além do SEO técnico, focando em GEO (Generative Engine Optimization), AEO (Answer Engine Optimization) e a consolidação de presença em bases de dados abertas e Wikis.

Contudo, o desafio das marcas vai além da arquitetura de software; ele esbarra em como o cérebro do consumidor processa a confiança nessa nova era.

Felipe Nasser, Mestre em Neuromarketing pela Florida Christian University (EUA) e especialista em neurovendas, explica por que os dados da Forrester são um sinal de alerta vermelho para o faturamento das empresas. “O cérebro humano busca constantemente atalhos cognitivos para poupar energia na tomada de decisão. Quando uma IA, percebida como uma fonte neutra e altamente analítica, entrega uma resposta pronta apontando qual é o melhor fornecedor ou solução, o cliente adota aquela recomendação como verdade quase absoluta”, detalha Nasser. “Se a sua marca não for recomendada pelo algoritmo logo na fase de pesquisa, o cliente não chega nem a cogitar o seu produto. A jornada de vendas é interrompida antes mesmo de começar.”

A Intersecção entre Algoritmo e Comportamento

Juntos, os especialistas defendem que a sobrevivência no mercado exige o fim imediato das “ilhas corporativas”. A proposta para o mercado é um alinhamento de ponta a ponta: a metodologia CodeHack é exatamente para isso, estruturar a presença da marca para as máquinas (através de RP estratégico, influenciadores digitais e rastreabilidade de dados), alinhada 100% com a estratégia de negócio, garantindo que, quando o cliente final receber a recomendação da IA, a equipe comercial esteja preparada com o discurso comportamental exato para o fechamento.

“Não estamos falando de automação de tarefas ou de surfar no ‘hype’ da tecnologia. Estamos falando de alinhar estrategicamente a percepção de negócios, unindo arquitetura de ponta com a ciência do comportamento humano, para garantir relevância e receita nos próximos 18 meses”, concluem.

SOBRE OS ESPECIALISTAS:

Thais Basem Bastos é estrategista de transformação digital e mentora de lideranças, com 25 anos de atuação em negócios e educação corporativa. Mestre em Ensino e Tecnologia com enfoque em Competências Digitais, Especialista em Marketing Estratégico, é fundadora do ecossistema Lidera.AI e criadora da metodologia CodeHack, voltada para a percepção de marca em modelos generativos.

Felipe Nasser é Mestre em Neuromarketing (FCU-EUA), professor de pós-graduação na FGV nas áreas de Neurovendas e Comportamento de Consumo, e fundador da F|Nasser Treinamentos. É referência em estratégias comportamentais, ajudando equipes comerciais a aumentarem a performance através da ciência aplicada às vendas.

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