Pai é condenado a 50 anos de prisão por matar o próprio filho no Rio

O Tribunal do Júri da Capital condenou Rafael Alves Gonçalves a uma pena de 50 anos de prisão pelo espancamento e morte do próprio filho, um bebê de apenas dois anos de idade. A denúncia e a tese de acusação foram integralmente sustentadas pela 1ª Promotoria de Justiça junto ao IV Tribunal do Júri do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ).

O crime brutal ocorreu em abril de 2025, no bairro Vasco da Gama, na Zona Norte do Rio. De acordo com o laudo de necropsia apresentado pelo Ministério Público aos jurados, a violência imposta à criança foi de extrema crueldade, resultando em:

  • Traumatismo craniano grave;
  • Hemorragias internas generalizadas;
  • Laceração pancreática;
  • Diversas outras lesões traumáticas pelo corpo.

A mãe da vítima, Elaine, também é acusada de participar das agressões e responde pelo crime, mas ainda aguarda a definição da data de seu julgamento.

Omissão e descumprimento de medidas protetivas

As investigações do MPRJ revelaram um histórico alarmante e sistemático de negligência e abusos contra o menor. Antes de ser morta, a criança de apenas dois anos já acumulava uma extensa ficha de atendimentos hospitalares por traumas e ferimentos suspeitos.

Diante do quadro evidente de maus-tratos, a Justiça já havia determinado a perda da guarda dos pais e expedido uma medida protetiva de urgência que proibia sumariamente o contato de Rafael e Elaine com o filho.

A participação do avô no caso

A guarda do bebê havia sido transferida para o avô materno. No entanto, o avô — que também foi formalmente denunciado pelo Ministério Público — descumpria a ordem judicial de forma rotineira, deixando o menino diariamente sob os cuidados e a mercê dos agressores para que eles pudessem trabalhar ou realizar tarefas cotidianas.

Ao fixar a pena máxima de 50 anos, o Juiz responsável pelo caso destacou a extrema reprovabilidade e gravidade do crime, acentuada pelo fato de o pai ter agido com total desprezo pelas decisões judiciais que visavam salvar a vida do próprio filho.

Com informações de assessoria

Wagner Sales – editor de conteúdo

Foto: Reprodução / Redes sociais

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