Crise na FNLA: VI Congresso agendado sob clima de divisão interna

A Comissão Preparatória do VI Congresso Ordinário da FNLA, afeta à liderança de Nimi-A-Simbi, estima um orçamento de cerca de 150 milhões de kwanzas para a realização do evento, agendado para os dias 23, 24 e 25 de setembro deste ano.
Em conferência de imprensa realizada na manhã de terça-feira (14), o coordenador da organização, João Roberto Soki, informou que o conclave decorrerá em Luanda e contará com a participação de 1.203 delegados. A distribuição dos representantes segue o círculo nacional e 21 círculos eleitorais, em cumprimento à Resolução do Comité Central aprovada a 14 de março.
De acordo com Soki, desde o anúncio oficial do congresso feito pelo presidente do partido, Nimi-A-Simbi, a comissão já realizou sete sessões de trabalho, sendo cinco plenárias ordinárias, uma extraordinária e uma miniplenária.
Disputa interna aprofunda crise no partido
O congresso ocorre num dos momentos de maior tensão na história da Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA). Paralelamente à liderança oficial, existe uma segunda comissão preparatória em atividade, coordenada por Ndonda Nzinga e criada por membros do Comité Central alinhados ao antigo presidente do partido, Ngola Kabango.
“Esta comissão paralela é nula e foi eleita à margem dos estatutos do partido.” — Posicionamento da ala de Nimi-A-Simbi
A direção de Nimi-A-Simbi defende que os estatutos conferem exclusivamente ao presidente do partido a faculdade de nomear a coordenação do congresso. Por outro lado, a ala dissidente rejeita esta narrativa e também evoca a legitimidade dos estatutos para validar a sua própria estrutura reguladora, mantendo o impasse político na organização.
Com informações de Thyrsha Alberto
Wagner Sales – editor de conteúdo
Foto: Divulgação
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