PF faz operação contra vazamento de dados de ministros do STF

A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (1º), a Operação Exfil para desarticular um esquema de obtenção e vazamento ilegal de dados sigilosos de autoridades.
Foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em São Paulo, todos ligados ao empresário Marcelo Paes Fernandez Conde, apontado como principal investigado. A Justiça também determinou a prisão preventiva dele, que está foragido.
Dados de autoridades foram acessados ilegalmente
As medidas foram autorizadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após indícios de acesso indevido a dados fiscais protegidos de ministros da Corte, do procurador-geral da República e de familiares.
Segundo a investigação, houve acessos irregulares aos sistemas da Receita Federal do Brasil, seguidos do vazamento das informações.
De acordo com a Procuradoria-Geral da República, dados de 1.819 contribuintes foram acessados, incluindo pessoas ligadas a ministros do STF, do Tribunal de Contas da União, parlamentares e empresários.
Esquema envolvia servidores e intermediários
As apurações indicam a existência de uma estrutura organizada para obtenção dos dados, envolvendo:
- Servidores públicos com acesso aos sistemas
- Funcionários terceirizados
- Despachantes e intermediários
Os dados teriam sido extraídos de sistemas da Receita Federal e do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
Investigado é apontado como mandante
Segundo a Polícia Federal, Marcelo Conde seria o responsável por encomendar os dados. Depoimentos indicam que ele fornecia listas de CPFs e realizava pagamentos em dinheiro, em torno de R$ 4,5 mil, para obter as informações sigilosas.
Perícia em celulares e dados em nuvem
Na decisão, o ministro Alexandre de Moraes destacou a necessidade das buscas para identificar outros envolvidos e reconstruir a dinâmica do esquema.
Também foi autorizado o acesso ao conteúdo de dispositivos eletrônicos apreendidos, incluindo dados armazenados em aplicativos de mensagens e serviços em nuvem.
O material recolhido será submetido à perícia técnica da Polícia Federal. As investigações seguem sob sigilo.
Com informações de assessoria
Wagner Sales – editor de conteúdo
Foto Divulgação
