Polícia Federal e Receita Deflagram Megaoperação “Carbono Oculto”

A Receita Federal e a Polícia Federal deflagraram a Operação “Carbono Oculto”, a maior ação conjunta contra o crime organizado na história do país. O objetivo é desmantelar um sofisticado esquema de fraudes e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis que opera em oito estados. As autoridades estão cumprindo cerca de 350 mandados de busca e apreensão e bloquearam mais de R$ 1 bilhão em bens dos envolvidos.

O esquema criminoso, que movimentou bilhões, se aproveitava de todas as etapas da cadeia de combustíveis: desde a importação e produção até a venda final ao consumidor. Eles usavam centenas de empresas para sonegar impostos e adulterar produtos, como a gasolina com metanol, o que prejudicava os consumidores.

Como o Dinheiro era Lavado e Ocultado

O esquema de lavagem de dinheiro utilizava redes de postos de combustíveis e, principalmente, fintechs que operavam como “bancos paralelos”. A Receita Federal identificou que uma dessas fintechs movimentou mais de R$ 46 bilhões e recebia depósitos em espécie, um procedimento incomum para empresas de pagamento.

O dinheiro ilícito era então “blindado” através de fundos de investimento, que serviam para ocultar a origem dos recursos e comprar bens de alto valor, como usinas, caminhões e imóveis. A Receita identificou 40 desses fundos, com um patrimônio de R$ 30 bilhões, que eram usados para investir em propriedades de luxo, fazendas e terminais portuários.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, afirmou que o sucesso das operações conjuntas que atacaram um braço financeiro do crime organizado, ao identificar postos de combustíveis e instituições financeiras que lavavam dinheiro de origem ilícita, demonstra o acerto da proposta contida na PEC da Segurança Pública. O ministro pediu que o Congresso Nacional aprove rapidamente a PEC, de autoria do Governo Federal.

Segundo Lewandowski, a PEC estabelece a coordenação federal de ações contra o crime organizado que integrem as polícias estaduais, as forças de segurança da União, órgãos de controle financeiro e fazendário, além do Poder Judiciário nos três níveis de governo.

Resposta do Estado brasileiro

Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o País assistiu à maior resposta do Estado brasileiro ao crime organizado com as três operações deflagradas simultaneamente nos setores financeiro e de combustíveis, envolvendo 10 estados.

“Nosso compromisso é proteger cidadãos e consumidores: cortar o fluxo de dinheiro ilícito, recuperar recursos para os cofres públicos e garantir um mercado de combustíveis justo e transparente, com qualidade e concorrência leal”, registrou Lula em rede social.

As operações Quasar, a Tank e a Carbono Oculto têm o objetivo de desarticular organizações criminosas envolvidas em esquemas bilionários de lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta e fraudes no setor de combustíveis. Lula afirmou que a ação coordenada da Polícia Federal, Receita Federal e Ministérios Públicos estaduais permitiu acompanhar toda a cadeia e atingir o núcleo financeiro que sustenta as práticas ilícitas.

“Seguiremos atuando com coordenação e seriedade para dar segurança às pessoas e estabilidade à economia”, finalizou o presidente.

Com informações de Agência Gov.

Wagner Sales – editor de conteúdo

Foto: Freepik

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