STF forma maioria para manter prisão de ex-presidente do BRB

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria, nesta sexta-feira (24/04/2026), para manter as prisões preventivas de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), e do advogado Daniel Lopes Monteiro. Os dois são alvos do chamado Caso Master, que apura um esquema de fraudes bilionárias no sistema financeiro.

O julgamento virtual, que se encerra à meia-noite, já conta com os votos favoráveis à manutenção da prisão do relator, ministro André Mendonça, e dos ministros Luiz Fux e Nunes Marques. O ministro Dias Toffoli declarou-se suspeito para atuar no caso.

O Esquema dos “Ativos Fictícios”

As investigações da Polícia Federal apontam para uma estrutura criminosa montada para negociar carteiras de crédito fraudulentas entre o BRB e o Banco Master. O impacto estimado aos cofres e ao sistema financeiro chega a R$ 12,2 bilhões.

De acordo com o voto do relator, André Mendonça, há “elementos robustos” de:

  • Gestão Fraudulenta: Uso do cargo no BRB para favorecer operações irregulares.
  • Lavagem de Dinheiro: Uso de empresas de fachada pelo advogado Daniel Lopes para ocultar patrimônio.
  • Organização Criminosa: Articulação complexa para criar e vender ativos que não existiam de fato.

Mendonça reforçou que a liberdade dos acusados poderia comprometer a ordem pública e facilitar a destruição de provas fundamentais para o inquérito.

Os Números do Caso Master

O ROMBO FINANCEIRO:

  • R$ 12,2 Bilhões: Valor estimado da movimentação de ativos fictícios sob investigação.
  • Medidas Cautelares: O STF entendeu que o grau de articulação dos envolvidos é tão alto que tornozelo eletrônico ou outras medidas seriam “insuficientes”.
  • Próximos Passos: Com a manutenção da prisão, a PF deve acelerar o encerramento do Inquérito 5026 para que a PGR ofereça a denúncia formal.

 Com informações de assessoria

Wagner Sales – editor de conteúdo

Foto Gustavo Moreno / STF

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