ACA cobra iluminação para reduzir acidentes nas rodovias angolanas

O presidente da Associação dos Camionistas Angolanos (ACA), Sabino da Silva, classificou como “muito positiva” a requalificação das estradas em curso em diversas regiões de Angola, mas defendeu que o Governo amplie os investimentos em iluminação pública e na recuperação das vias secundárias e terciárias que ligam as zonas rurais aos principais centros urbanos.
Em declarações à Rádio Correio da Kianda, o dirigente afirmou que as obras nas estradas nacionais EN-230 e EN-100 representam um avanço importante para a mobilidade e para o transporte de mercadorias, mas alertou que a falta de iluminação continua a comprometer a segurança rodoviária, sobretudo durante a noite.
Segundo Sabino da Silva, a melhoria da infraestrutura viária deve ser acompanhada da instalação de sistemas de iluminação ao longo das rodovias, uma vez que a ausência desse equipamento contribui para o aumento do número de acidentes.
“Pedimos encarecidamente ao Governo que observe a questão da iluminação das estradas. As vias estão a ser requalificadas, mas ainda não vemos a instalação das luminárias. Apenas estão a ser colocados os postes ao longo das estradas”, afirmou.
O presidente da ACA destacou ainda que muitas estradas que ligam as zonas agrícolas às cidades continuam a apresentar dificuldades de circulação, prejudicando o escoamento da produção, elevando os custos do transporte e aumentando os riscos para motoristas e passageiros.
O apelo da associação ocorre num momento em que o Executivo angolano anuncia novos investimentos em infraestrutura rodoviária, com projetos destinados à reabilitação e construção de estradas em várias províncias, visando melhorar a integração territorial, impulsionar a economia e reforçar a segurança na circulação.
Para os transportadores, além da recuperação do pavimento, a expansão da iluminação pública e a modernização das vias de acesso ao interior do país serão fundamentais para reduzir acidentes, facilitar a logística e fortalecer o desenvolvimento económico de Angola.
Com informações de nossa correspondente Thyrsha Alberto
Wagner Sales – editor de conteúdo
Foto: Divulgação
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