Aprovada nova injeção semestral para tratar asma grave e pólipos

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) registrou, nesta segunda-feira (11/05/2026), um novo aliado no combate a doenças respiratórias severas. O medicamento DENSURKO® (depemoquimabe) chega ao mercado brasileiro como uma solução injetável de alta conveniência para pacientes com asma grave e rinossinusite crônica com pólipos nasais.
O grande diferencial do Densurko é a sua posologia: o medicamento deve ser aplicado apenas uma vez a cada seis meses, reduzindo a carga de tratamento para quem convive com crises frequentes.
Adeus às Crises de Asma
O produto é indicado como terapia complementar para adultos e adolescentes (a partir de 12 anos) que sofrem de asma com inflamação do tipo 2. Essa condição é caracterizada pelo excesso de eosinófilos (glóbulos brancos) no sangue, o que aumenta drasticamente o risco de crises respiratórias graves.
Estudos clínicos apresentados à Anvisa comprovaram que o uso do depemoquimabe gera uma redução estatisticamente significativa nas taxas de exacerbações (crises) em comparação ao tratamento padrão isolado.
Alívio para a Rinossinusite Crônica
Para os pacientes adultos com rinossinusite crônica e pólipos nasais, o Densurko é uma alternativa quando as terapias convencionais — como corticoides ou cirurgias — não surtem o efeito esperado.
A doença causa uma inflamação persistente (mais de 12 semanas) nos seios da face, com o crescimento de pólipos que bloqueiam a respiração e reduzem a qualidade de vida. A dose para estes casos é a mesma: uma aplicação semestral via seringa preenchida ou caneta aplicadora pronta para uso.
💉 Box Informativo: O que é um Medicamento Biológico?
🧬 ENTENDA A TECNOLOGIA: Diferente dos remédios comuns de farmácia, os biológicos como o Densurko são produzidos a partir de organismos vivos. Eles agem como “mísseis teleguiados” no sistema imunológico, bloqueando proteínas específicas que causam a inflamação crônica nas vias aéreas. Por terem uma ação mais longa e precisa no corpo, permitem que o intervalo entre as doses seja de meses, e não de dias.
Com informações de assessoria
Wagner Sales – editor de conteúdo
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