Clube dos Sicários

Por: Jorge Eduardo Magalhães

Para ser aceito no seleto quadro do Clube dos Sicários, que é um elitizado sodalício de matadores de aluguel, precisei passar por uma prova de fogo, matar alguém, sem deixar rastro ou ter qualquer tipo de sentimento de culpa. Para impressionar meus avaliadores, a vítima escolhida era alguém que me considerava o seu melhor amigo. Um tipo frágil e inseguro, típico filhinho de mamãe.

Atraí a minha presa, sob qualquer pretexto. Como confiava muito em mim, foi comigo para um local isolado de mata. Ceifei sua vida com minhas mãos em seu pescoço, até ficar completamente inerte. Fiquei orgulhoso de mim mesmo, pois não senti nenhum remorso. Filmei o feito e o corpo sendo ocultado para comprovar o desafio aos meus avaliadores.

Fiquei ainda mais orgulhoso de mim mesmo ao abraçar a mãe de minha vítima que chorava pelo desaparecimento do filho e, na delegacia ao me colocar à disposição para ajudar a encontrar meu amigo. Certamente, serei aceito naquele seleto grupo.

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